Todos nós conhecemos grandes mestres da literatura, seja ela internacional ou seja ela nacional, mas nem todos nos atrevemos a ler determinados autores. Ainda menos nos atrevemos a escrever uma peça literária. O domínio da arte de escrever e ler bem não está ao alcance de todos. Ou nascemos com a arte ou a desenvolvemos.

Ler um livro de Saramago, prémio Nobel da Literatura, pode ser uma tarefa árdua e desmotivante para alguns. O seu estilo próprio impõe ao leitor concentração e compreensão, ao contrário de alguma literatura mais ligeira, ou "light", cujo enredo é fácil de seguir e não exige muito do leitor. De qualquer das formas, seja um Saramago ou uma Rebelo Pinto, o importante é LER.

Com efeito, a leitura regular ajuda, e muito, a melhorar a arte de escrever. Assimilamos novas palavras, conceitos e ideias e estas começam a surgir naturalmente da ponta dos nossos dedos. Tal não significa que venhamos a ser poetas, mas pelo menos passamos a fazer boa figura quando pronunciamos ou escrevemos uma palavra mais erudita.

Felizmente o mundo literário da fantasia tem prosperado entre as idades mais jovens, de que é um bom exemplo o fenómeno "Harry Potter". Vê-los a fazer fila para comprar a mais recente edição mostra que há esperança entre os jovens, num mundo em que a comunicação via web está delimitada por um número irrisório de caracteres, que obriga a atropelos de língua.

Por outro lado, é também a internet a responsável pela divulgação de muita literatura, às vezes inacessível a determinadas carteiras. São cada vez mais os livros disponibilizados em formato digital, que facilmente podemos ler no nosso mais up-to-date dispositivo de leitura. Regra geral, a geração mais jovem prefere deslizar a página, já a geração mais adulta gosta de ouvir o virar da folha.

Outro fenómeno bastante comum é a adaptação ao cinema de determinadas obras literárias, umas com mais sucesso do que outras, mas que acabam por estimular a curiosidade do cinéfilo para a obra literária. O mesmo acontece para a televisão, onde algumas obras são transformadas em séries televisivas.