Marcelo Rebelo de Sousa é um político, sendo professor catedrático na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi líder do Partido Social-Democrata (PSD) entre 1996 e 1998, tendo protagonizado uma tentativa de renascimento do espaço político à direita com a renovação da aliança com o CDS-PP, que não teve êxito. Depois de abandonar a actividade política directa, Marcelo tornou-se uma figura proeminente no comentário televisivo, sendo uma presença semanal, aos domingos, e com poucas interrupções, desde 2000 até à actualidade. Sem que nunca se tenha colocado a hipótese do seu regresso a uma posição relevante no PSD, o prof. Rebelo de Sousa continuou a ser uma das vozes mais escutadas do espectro político.

Marcelo licenciou-se em Direito em 1971 e obteve o doutoramento em Ciências Jurídico-Políticas em 1984, tendo passado por várias universidades portuguesas enquanto catedrático e convidado. Filho de uma destacada personalidade do Estado Novo, militou na Acção Católica Portuguesa e aderiu ao Partido Social-Democrata na sua fundação, em Maio de 1974. Além de deputado à Assembleia Constituinte (1975-76), Marcelo foi secretário de Estado e Ministro dos Assuntos Parlamentares no governo de Pinto Balsemão (1981-83), vereador na Câmara Municipal de Lisboa e também vice-presidente do Partido Popular Europeu, depois de ter sido um dos grandes impulsionadores da adesão do PSD.

A sua liderança do PSD terminou de forma abrupta depois de não conseguir resolver problemas de confiança com Paulo Portas, líder do CDS-PP, sendo sucedido por Durão Barroso na liderança dos sociais-democratas. Em 2000, o professor chega como comentador no noticiário nocturno de Domingo, de onde sai em 2004 - alegadamente vítima de pressões do governo de Santana Lopes, de quem era crítico. Regressou em 2005 para fazer "As Escolhas de Marcelo" na RTP, tendo voltado à TVI em 2010.

A notoriedade mediática conseguida pelo professor granjeou-lhe uma posição singular no panorama político português. Por várias vezes tem sido apontado como potencial candidato à Presidência da República; quando questionado directamente sobre esta matéria, Marcelo nunca rejeitou a hipótese e inclusivamente deu a entender que é uma matéria sobre a qual já reflectiu seriamente, em termos da influência que tal teria na sua vida pessoal e das responsabilidade inerentes ao cargo.