A meteorologia é a ciência que estuda os fenómenos atmosféricos e a previsão do estado do tempo. Enquanto condicionante de todas as actividades humanas (desde a roupa a vestir, à prossecução de actividades ao livre, o tipo de transporte a escolher, ou ao impacto na agricultura, na navegação, etc.) a meteorologia é um dos temas mais importantes de qualquer serviço noticioso, uma vez que todos precisamos, todos os dias, de saber aproximadamente o tempo que vai fazer. O conhecimento do cidadão comum sobre os fundamentos científicos da meteorologia decaiu ao longo das últimas décadas, depois de os programas televisivos (nomeadamente do prof. Anthímio de Azevedo, a grande referência meteorológica nacional) terem reduzido informação. Contudo, o advento da internet veio reforçar a qualidade das previsões e também a capacidade das pessoas obterem informação rapidamente.

Apesar de o tempo ter perdido espaço na televisão, sendo hoje uma nota de rodapé a fechar os telejornais, a informação meteorológica circula mais rápido. Por um lado, é hoje mais fácil para os cidadãos acompanharem imagens de satélite e cartas meteorológicas - disponíveis não só no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mas em muitos outros sites na internet -, bem como descarregarem apps para os telemóveis ligadas a estações meteorológicas amadoras com previsões ao nível local, impensáveis há alguns anos. Por outro lado, o IPMA e o Serviço Nacional de Protecção Civil são hoje mais expeditos na divulgação de alertas – amarelo, laranja e vermelho, consoante a gravidade da situação – quando as condições do tempo apresentem perigo para as actividades humanas. Situações de chuva contínua, chuva persistente ao longo de várias horas, rajadas de vento moderado a forte, descidas acentuadas de temperatura, ondas de calor ou previsões de queda de neve nas terras altas são alguns dos cenários que podem dar origem a um alerta.

Em situações graves, uma notícia meteorológica que não atinja directamente o território nacional pode tornar-se notícias, como é o caso de tempestades, ventos ou cheias de grandes dimensões noutros países. Noutros casos, uma situação meteorológica pode dar origem a casos políticos. Foi o caso, tristemente célebre, da queda da ponte de Entre-os-Rios, que arrastou um autocarro – causando dezenas de vítimas – e que foi directamente motivada pelo caudal do rio, depois de um inverno muito chuvoso. Foi também o caso da cidade de Lisboa, que no Outono de 2014 sofreu três enchentes (mensalmente) em consequência de fenómenos de pluviosidade extrema e concentrada. A situação motivou críticas de cidadãos e partidos da oposição à presidência da Câmara, e levaram o então presidente António Costa a lançar um projecto de obras públicas para melhor o escoamento das águas na capital.