Pedro Passos Coelho (PPC) é um político português, militante do Partido Social Democrata, tendo sido escolhido em 2011 como primeiro-ministro de Portugal, para um mandato de 4 anos. Depois de concluir o ensino secundário, frequentou a licenciatura em Matemática na Universidade de Lisboa. Nascido em 1964, integrou a Juventude Social-Democrata no início dos anos 80, tendo chegado à sua presidência. Além de deputado à Assembleia da República e vereador na Amadora, exerceu funções de gestão em várias empresas.

O primeiro-ministro veio a concluir a licenciatura em Economia na Universidade Lusíada em 2001. Foi casado com Fátima Padinha, integrante das Doce, a primeira girls-band portuguesa, com a qual teve 3 filhos. Actualmente é casado com Laura Ferreira, tendo uma filha em comum e uma enteada.

PPC chegou à liderança do PSD em Março de 2010 e foi na qualidade de líder da oposição que determinou a viabilização, através da votação dos deputados sociais-democratas na Assembleia da República, de três alterações ao chamado Pacto de Estabilidade e Crescimento, sob o governo do primeiro-ministro socialista José Sócrates. As medidas iam no sentido de acrescentar mais medidas de austeridade, de forma a combater o desequilíbrio crescente das contas públicas na sequência da crise internacional causada pela falência do banco Lehman Brothers, em 2008. À 4ª tentativa de introdução de alterações, Passos Coelho determinou a recusa da aprovação, provocando a queda do governo na sequência de uma moção de confiança.

O Partido Social-Democrata venceu as eleições e Passos Coelho formou um governo de coligação com o CDS-PP (liderado por Paulo Portas) que ficou encarregue de gerir o país com o recurso a um empréstimo de 78 mil milhões de euros e sob os auspícios por parte das instituições internacionais (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), a chamada Troika.

Além da necessária polémica durante um período em que a soberania de Portugal esteve parcialmente suspensa, com a aplicação de medidas impopulares de redução da despesa pública, o mandato social-democrata ficou marcado por alguns escândalos dos quais o primeiro-ministro conseguiu sair praticamente incólume. Foram os casos Tecnoforma, nos quais se apontou que o primeiro-ministro havia sido gestor de uma empresa criada unicamente com o fito de aproveitar fundos comunitários para formação, sem criação de reais benefícios para a economia e subvertendo o respectivo propósito; e também o facto de, aparentemente, o primeiro-ministro nunca ter pago um conjunto de contribuições para a Segurança Social devidas enquanto trabalhador independente, tendo o caso terminado por prescrever.