Jorge Nuno Pinto da Costa é, desde 1982, o presidente em exercício do Futebol Clube do Porto, e ficará para sempre associado ao renascimento do futebol profissional do clube e ao estabelecimento de um impressionante período de domínio futebolístico em Portugal. Sob a sua direcção, o FC Porto venceu duas vezes a Taça/Liga dos Campeões, em 1987 (ainda sob a designação antiga) e em 2004, e também por duas vezes a Taça UEFA/Liga Europa, em 2003 (na designação antiga) e em 2011. Além disso, desde 1982 venceu 20 campeonatos, deixando perdendo apenas 13 para Benfica, Sporting e Boavista, e aproximando-se seriamente do recorde de vitórias na Primeira Liga portuguesa, pertencente ao SL Benfica.

O mítico presidente do FC Porto ficou célebre pelas suas tiradas irónicas apontadas aos principais rivais, pelo estilo centralizado da sua autoridade (sem que se apontem disputas internas ou sinais exteriores de desorganização) e também pela eficácia dos resultados. Por todos estes motivos, e também pela sua longevidade, foi por muitos alcunhado de o "Papa" do futebol português. É reconhecido oficialmente como o dirigente desportivo que mais títulos conquistou, em todo o mundo.

Ao sucesso no futebol corresponderam os sucessos em outras modalidades desportivas, tendo o presidente contribuído para o desenvolvimento da chamada "cultura de vitória" no clube, devendo todos sentir a responsabilidade e obrigação de vencer. É de destacar o conjunto de 10 vitórias consecutivas que o clube conseguiu no hóquei em patins, entre 2001-02 e 2010-11.

Ao longo dos anos, sob Pinto da Costa penderam inúmeras acusações de influência ilícita sobre as arbitragens, embora não seja possível escamotear o facto de os vários plantéis portistas serem, repetidamente, os mais consistentes e de maior qualidade. O processo Apito Dourado, surgido em 2004 e que também passou pelas mãos do "superjuiz" Carlos Alexandre, causou bastantes danos à reputação do presidente portista. O caso avolumou-se quando foram colocados vídeos no Youtube (de forma ilegal) relatando conversas telefónicas entre Pinto da Costa e Valentim Loureiro, entre outros.

A Justiça não conseguiu apurar nada de concreto, tendo o presidente sido absolvido dos crimes que lhe eram imputados. Contudo, o envolvimento da sua ex-mulher Carolina Salgado enquanto testemunha de acusação (quiçá influenciada por Luís Filipe Vieira e pelo Benfica), por se tornar um episódio menos dignificante relativamente ao aspecto público da vida pessoal do presidente portista.

Jorge Nuno (como também é comummente chamado) publicou uma biografia em 2005 ("Largos Dias Têm Cem Anos) e uma obra biográfica em 2013, "31 anos de presidência - 31 decisões", onde refere histórias escolhidas por si sobre a sua presidência. Nessa obra o presidente refere algumas curiosidades, como o facto de construção do pavilhão Dragão Caixa, para as modalidades, ser uma das obras que o deixa mais orgulhoso; a rapidez e surpresa da contratação do jovem Paulo Futre ao Sporting; o desencanto com o treinador Octávio Machado e a sua substituição por José Mourinho; o facto de ter convencido Mourinho, após a vitória na Taça UEFA, de que poderiam vencer a Liga dos Campeões no ano seguinte; e a imensa desilusão que lhe trouxe a saída de André Villas-Boas para o Chelsea, depois da vitória na Liga Europa.