Política Internacional é uma categoria utilizada, de uma forma genérica, para designar assuntos políticos cujo foca se encontra noutros países e que de algum modo tenha relevância para o público português. Se o conflito israelo-árabe se classifica nesta matéria, pela incerteza que coloca em torno do futuro de uma região importante como é o Médio Oriente, também assuntos que digam respeito somente a um determinado país o poderão ser, como é o caso das eleições no Brasil ou nos Estados Unidos. Na era da internet, a política internacional ganhou no jornalismo social mais um meio poderoso de veiculação da informação e do escrutínio do poder. Com um computador, um tablet ou um smartphone, é possível divulgar elementos e dados que os meios tradicionais não tenham possibilidade de mostrar, contribuindo para uma maior transparência da vida internacional.

Classicamente, a política internacional tratava das relações entre Estados, tal como as ciências sociais os definem, tendo estabelecido o tratado de Vestfália (1648) como o ponto de viragem para a criação de uma ordem internacional que estabelece a igualdade jurídica e política entre os Estados reconhecidos como tal. Este 'modus operandi" acompanhou a expansão colonial europeia e tornou-se o padrão de relacionamento a nível global, em especial após 1945 e o estabelecimento da Organização das Nações Unidas. O desmantelamento dos impérios coloniais nas três décadas seguintes fez disparar o número de estados-nação existentes.

Contudo, as manchetes da imprensa relativamente a temas internacionais fazem-se de muito mais do que as relações entre estados. Os temas de guerras, possíveis guerras e relações de poder são um dos temas que, dadas as consequências que podem ter sobre as nossas vidas, são seguidos com mais atenção. O fim da Guerra Fria entre os Estados Unidos da América e a extinta União das Repúblicas Socialista Soviéticas não trouxe um mundo mais previsível, ainda que os riscos de uma guerra mundial generalizada sejam hoje, de facto, menores. Contudo, guerras regionais e golpes de estado (em África, no Médio Oriente e até na Europa como sucedeu na ex-Jugoslávia) ou ameaças de conflitos (na península da Coreia, ou entre a China e o Japão) voltam sempre à ordem do dia.

Além de assuntos estritamente de política internacional, outras questões de relevo global captam também o interesse dos media e do público. É o caso das questões económicas e financeiras, como o preço do petróleo, a questão dos juros das dívidas soberanas e do futuro da zona Euro ou da performance das economias norte-americana e chinesa, as duas maiores do mundo. Mas podem ser também as questões ambientais, sendo que organizações não-governamentais como a Greenpeace estabeleceram-se como players capazes de interagir face a face com os Estados relativamente à protecção do meio ambiente e em questões ecológicas. Pode ser igualmente a curiosidade em torno de figuras históricas e/ou controversas da vida política de outros países, como é o caso de Silvio Berlusconi em Itália.

E são, naturalmente, situações como as dos refugiados da Síria e de África, que demandam a Europa fugindo de países e territórios onde a segurança e a lei do Estado se deixaram de fazer sentir, e que são, não obstante, um problema político, além de serem também um problema moral. O mesmo acontece no continente americano, onde muitas pessoas fogem da América Latina em direcção aos Estados Unidos e a uma promessa de paz, segurança e riqueza.