Redes sociais são, no léxico da tecnologia e da internet, plataformas online que permitem aos utilizadores registarem-se, partilharem dados pessoais e contactarem outras pessoas, desde amigos e familiares até desconhecidos, bem como empresas e organizações. O Facebook é a rede social por excelência, tendo sido a primeira a atingir a marca do bilião de utilizadores activos, demonstrando como o fenómeno do social networking atingiu tal importância no início deste século. Possibilitadas pelo avanço tecnológico, em termos de ligações  de banda larga e hardware (laptops, tablets, smartphones), as redes vieram revolucionar e transformar a forma como as pessoas se relacionam, a todos níveis.

As redes sociais passaram a ser um espaço onde as maiores celebridades, como Justin Bieber, se relacionam – ou não – com os seus fãs; onde os trabalhadores mais irritados vêm desabafar e se sujeitam  a ser despedidos pelos seus empregadores, e com justa causa, conforme os tribunais vêm determinando: onde as marcas se sujeitam ao escrutínio dos consumidores, como aconteceu com a Control no caso da campanha do NOS Alive; ou onde se lançam desafios inauditos, como foi o caso do Ice Bucket Challenge.

A primeira rede social a conseguir notoriedade em Portugal foi o Hi5, que se encontrou também entre as líderes mundiais deste sector específico na primeira metade da década passada. Contudo, entre os antecedentes do conceito há que mencionar o mIRC, plataforma de chat que já permitia contactos instantâneos com pessoas distantes (e não apenas o e-mail) e depois o Windows Messenger, que ocupava um papel importante em meados da década passada. Contudo, a partir dos anos de 2008-2009, o Facebook explodiu ao ponto de toda a gente em Portugal conhecer alguém que lá estava – e depois quase toda a gente lá estar.

A predominância da rede de Zuckerberg não impediu a profusão de outras redes, com características específicas. As mais relevantes são o Twitter, pela característica de micro-blogging (até 160 caracteres), e o Linkedin, com vertente profissional. O Instagram parece estar a vencer a guerra das imagens online, combinando características de rede social e de fotoblog, graças à facilidade de integração com o Facebook e outras redes, e deixando para trás o Pinterest. Com isso, já poucos se lembram do peso que o Fotolog teve, no início deste século, enquanto plataforma de partilha de fotos que antecipava os fenómenos actuais.

Algumas das maiores redes sociais do mundo não têm expressão em Portugal. É o caso do VKontakte, a maior rede da Rússia e com pouca expressão entre utilizadores não russos, ou a Qzone, a número 1 na China. Existem igualmente outras plataformas de grande expressão nos Estados Unidos, como o Reddit, o StumbleUpon, o Tumblr ou a Delicious, também menos conhecidas dos portuguesas. O Bebo, o Badoo e o Sonico encontram-se também entre as que têm mais utilizadores a nível internacional.

Muitas redes perderam utilizadores, ao ponto de deixarem de ser consideradas como players importantes. Foi o caso, não apenas do Hi5, mas também do Orkut (que foi durante muito tempo líder no Brasil e na Índia) ou do MySpace, que foi a grande referência na divulgação de artistas musicais mas que acabou por sucumbir ao peso do Facebook. Quanto ao Google Plus, apesar de ser oficialmente a rede com mais utilizadores registados, é também um projecto condenado a tornar-se em algo diferente; a Google criou-o para competir directamente com Mark Zuckerberg, mas os recursos alocados já foram divertidos para outros projectos.