Como surgiu o mundo? Quem criou o Universo? Qual é o nosso papel na Terra? Existe vida para além da morte? Quais das nossas acções estão certas ou erradas? Estas são algumas das principais perguntas a que todas as religiões procuram dar uma resposta. Uma religião é, por isso mesmo, um sistema de crenças e perspectivas sobre o mundo. O seu objectivo? Explicar o porquê da nossa existência, propondo-lhe um sentido, ordem e significado. É com base nessa explicação que cada religião propõe também um determinado conjunto de valores éticos, regras morais e estilos de vida.

Deus? Alá? Muitas são as religiões que acreditam na existência de um ser divino, responsável pela criação do Universo e com o poder de influenciar o destino dos seres humanos. Escusado será dizer que as explicações propostas pelos diversos credos são totalmente incompatíveis entre si. Ainda assim - e apesar das suas diferenças - são muitos os traços que aproximam religiões como o cristianismo ou o islamismo: a prática da oração, o reconhecimento e a peregrinação a locais tidos como sagrados, a celebração de dias considerados santos ou a existência de escrituras/livros sagrados.

Entre as principais religiões (a nível de abrangência mundial), podemos elencar o cristianismo, o islamismo, o budismo e o hinduísmo. Outra das mais famosas é o judaísmo. Mas contá-las na totalidade (e levar em conta as variantes dentro de cada uma) era uma tarefa que nos levaria demasiado tempo. Por isso mesmo, basta lembrar que algumas acreditam em mais do que um deus (lembram-se da Grécia Antiga? Não é preciso ir tão longe: os hindus também são politeístas). Outras, por seu turno, não reconhecem, sequer, a existência de um ser divino (como os budistas).

Mais do que uma crença pessoal, as religiões são fenómenos sociais, capazes de moldar (quando não impor) o estilo de vida praticado em alguns países. Na actualidade, podemos encontrar alguns casos: Israel é um país essencialmente judaico. O islamismo, por seu lado, é a religião oficial de Estados como o Egipto, o Irão ou o Qatar. Ainda assim, já são relativamente poucos os países com uma religião oficial. Nas culturas ocidentais, em particular, valorizamos o princípio da liberdade religiosa: a ideia de que cada um é livre de escolher a sua confissão (caso se identifique com alguma) e de que estas têm o direito a coexistir pacificamente.

Infelizmente, nem todas as comunidades parecem concordar com esta filosofia: basta lembrarmos o 'eterno' conflito entre Palestina e Israel, por um lado, ou as recentes investidas dos fundamentalistas islâmicos na Nigéria. Ou o massacre no Quénia. O que nos leva à pergunta: poderão estas formas de radicalismo ser confundidas com religião? Tendo em conta que as diferentes confissões nos propõem uma forma de aprender a viver no mundo e que tanto o cristianismo, como o islamismo e o judaísmo acreditam que a salvação está por detrás das boas acções, podemos talvez acreditar que não. Mas isso será conversa para outra altura.