Rui Costa é um ciclista português, sendo já por muitos comparado a Joaquim Agostinho e considerado como, potencialmente, o melhor de Portugal de todos os tempos neste desporto. Ele foi o primeiro português a tornar-se campeão mundial de Estrada, feito alcançado em 2013. Em 2014, venceu pela terceira vez consecutiva a Volta à Suíça, sendo o primeiro a conseguir esta proeza, e alcançou o terceiro lugar do ranking World Tour, o mais elevado alguma vez alcançado por português. Em 2015, e como reconhecimento oficial, foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Nascido em 1986 e natural de Aguçadoura (Póvoa de Varzim), Costa fez atletismo na infância e veio a mudar-se para o ciclismo. O seu primeiro contrato profissional chegou aos 21 anos, com o SL Benfica. Entre as suas maiores conquistas estão as três vitórias em etapas que conseguiu na Volta à França (uma em 2011 e duas em 2013), a vitória no Grand Prix Cycliste de Montréal (2011) e o Campeonato Nacional de Contra-Relógio (2012). Os seus resultados foram reconhecidos pela equipa Lampre-Merida, que o apontou como seu "chefe-de-fila" para 2014.

O ano de 2015 não correu de feição ao ciclista. Apesar de ter sido 3º classificado na prova "Critérium do Dauphiné", que antecede a grande Volta à França, Costa abandonou a grande clássica do ciclismo internacional, tendo referido que iria fazer exames médicos pois não se sentia fisicamente bem. Este foi o segundo abandono consecutivo no "Tour", depois de em 2014 ter desenvolvido uma broncopneumonia durante a prova.

Em entrevista, Rui Costa, mostrando o seu carácter humilde, agradeceu todo o apoio que sempre recebeu não só da família e amigos mas também do público português, reforçando que só o trabalho e o empenho conseguem que o esforço, assim aliado ao talento, seja recompensado. Costa referiu também que o maior inimigo dos ciclistas são "alguns automobilistas", alertando para a falta de cuidado que a bicicleta, o elo mais fraco na estrada, ainda recebe por parte dos condutores.