Terceira Idade é o nome vulgarmente dado ao período de vida após os 65 anos, de acordo com a opinião corrente. Ainda que a Organização Mundial de Saúde aponte os 60 anos, reconhece-se que o limite pode variar em função do contexto social, cultural ou de saúde. De uma forma genérica, considera-se que pertence à Terceira Idade quem está reformado, tendo deixado de trabalhar por atingir o limite de idade. O conceito tem ganho importância à medida que os progressos sociais, sanitários e da medicina permitem que um número maior de pessoas viva durante mais tempo, em especial nas sociedades mais desenvolvidas.

O crescimento da percentagem de cidadãos de idade torna as dificuldades que eram vistas como casos raros e normais em verdadeiros problemas sociais, nomeadamente a exposição às doenças, a dependência económica e física, ou os riscos de solidão e isolamento. Por outro lado, espera-se que idosos possam tirar o melhor partido da sua condição durante o maior período de tempo possível. O caso paradigmático terá sido o do cineasta Manoel de Oliveira, cuja invulgar resistência física e mental lhe permitiu manter a sua actividade artística enquanto realizador de cinema até à sua morte, em 2015, com 106 anos. Oliveira viveu assim 41 anos além do limite que se convencionou para estabelecer a Terceira Idade (tendo entrado na Quarta Idade, que começa aos 80 ou 85 anos, consoante os autores.).

Neste sentido, são cada vez mais as entidades, públicas e privadas, que recomendam aos idosos que adoptem um estilo de vida mais activo, em termos físicos e mentais. Se em tempos antigos se pressupunha que os idosos se tornassem progressivamente menos móveis e mais dependentes, variando de pessoa para pessoa mas sempre como uma fatalidade, actualmente cresce a consciência de que uma vida mais activa.

A Terceira Idade está igualmente a tornar-se uma força política com um peso considerável, nomeadamente pelo número de eleitores de que "dispõe". A manutenção e estabilidade das pensões de reforma e a sustentabilidade do sistema de Segurança Social, que permitem aos cidadãos idosos e aposentados sobreviver de forma independente, são um tema quente desde há vários anos, em Portugal e em vários países do Ocidente. Não apenas por causa da crise demográfica (aumento do número de idosos associado à queda da natalidade), mas também pelas políticas de austeridade seguidas desde a crise financeira criada com a queda do banco Lehman Brothers.

Neste sentido, vários países estão a alargar a data legalmente prevista para a aposentação por motivos profissionais, de modo a compensar o aumento do número de pensionistas e também a sua maior actividade. Acredita-se que os 67 anos possam vir a ser considerados, de forma gradual, como o novo limite padrão. Por outro lado, a maior auto-consciência dos cidadãos séniores enquanto grupo social, além de motivar os partidos políticos tradicionais a dirigir-se-lhes directamente, motiva também a criação dos seus próprios movimentos. É o caso, em Portugal, do PURP - Partido Unido dos Reformados e Pensionistas, que concorre às eleições legislativas de 2015.