A Grécia recebeu, ontem (quarta-feira), um pacote de mil milhões de euros. no âmbito da ajuda internacional que o país tem vindo a receber desde 2010. O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), organismo europeu responsável pela gestão dos fundos emprestados aos estados-membros, anunciou este facto em comunicado, bem como os restantes elementos da conta. Trata-se de parte de uma tranche de 8,3 milhares de milhões de euros aprovada no passado mês de Abril, sendo que os helénicos vão ainda receber 1,8 milhar de milhões de euros antes de terminar o segundo programa de ajuda.



A zona euro já enviou 141,8 mil milhões de euros de ajuda.

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Já o FMI, pelo seu lado, irá continuar com o seu programa de assistência financeira até 2016. Os gregos continuam a receber visitas trimestrais, tal como Portugal também recebeu durante o seu tempo de Troika, dos técnicos que vão investigar no terreno o andamento do programa.



Esta notícia surge quase em simultâneo com uma boa notícia para os gregos - ou pelo menos assim é considerada, dadas as circunstâncias. No segundo trimestre de 2014, a recessão da economia grega abrandou para o ponto mais baixo em quase 6 anos: "só" caiu 0,2%. O discurso do ministro das Finanças Christos Staikouras, comentando esta notícia, é semelhante ao que se ouve dos responsáveis portugueses: a crise termina primeiro nos números e nos balancentes, e só mais tarde se sente o impacto na economia real.



Este montante de 1 milhar de milhões, embora possa parecer elevado dito desta forma, é na verdade um pequeno empréstimo quando falamos à escala de Estados.

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Por um lado, porque 1 milhar de milhões compara precisamente com os 240 milhares de milhões que a Grécia já recebeu desde que começou a sua saga, na ressaca da Crise de 2008. Por outro, porque é um montante inferior aos montantes de que se tem falado a propósito da crise no Grupo Espírito Santo. Seja a referência de que o Banco de Portugal terá injetado 3,5 milhares de milhões no Grupo Espírito Santo no dia 1 de Agosto. Seja também a notícia de que o Banco Central Europeu terá exigido ao extinto BES a devolução de 10 milhares de milhões de euros no espaço de três dias, o que terá também contribuído decisivamente para a solução encontrada para o banco.



Certamente que esta exigência do BCE não se terá devido ao facto de o FEEF precisar urgentemente de dinheiro para ceder à Grécia; afinal, ainda ficariam a sobrar mais 9 milhares de milhões.