Cientistas sempre foram céticos, nunca acreditaram na possibilidade do corpo ser só uma matéria habitada por uma energia independente, que continua viva mesmo após a morte desta matéria, ou seja, nunca acreditaram na "alma". Mas estudos recentes têm modificado um pouco a crença de alguns psiquiatras, médicos, físicos, enfim, de alguns membros da comunidade científica. No Brasil, estudos feitos na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), pelo biólogo e pesquisador Ricardo Monezi, com o Reiki (técnica de imposição de mãos) em camundongos provaram que esta imposição de energia atua no corpo físico e produz melhora considerável em doenças como tumores malignos.

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Ele verificou que mesmo os tumores mais agressivos apresentaram melhoras com a terapia da imposição das mãos, o tão falado passe magnético. De acordo com seus estudos, os linfócitos, responsáveis pela defesa imunológica do organismo, apresentam aumento de atividade nos indivíduos tratados com o Reiki, o que aumenta a capacidade dos mesmos em enfrentar a doença.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), no interior de São Paulo, decidiram estudar uma outra forma de tratamento com a energia transmitida através das mãos, só que desta vez tem cunho religioso, o passe espírita. O intuito desta pesquisa é verificar a eficácia desta terapia contra a ansiedade. Este projeto foi aprovado pelo comitê de ética da FMB na UNESP (Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho") e promete ser revolucionário, pois apesar do cunho espírita da matéria estudada, desta vez quem está à frente deste trabalho são cientistas, e eles pretendem comprovar a real eficácia desta "transmissão de energia" ao corpo físico.

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Este estudo é recente e, portanto, ainda não apresentou resultados finais.

Um dos centros que estudam esse assunto é a renomada Universidade de Stanford na Califórnia, EUA. Em seu programa de melhoria de saúde (Health Improvement Program), a Universidade promove cursos de Reiki e outras terapias, visando proporcionar mais saúde e mais qualidade de vida para os membros de toda a comunidade e também para os estudantes de Medicina.

Tomás Navarro Rodrigues, gastroenterologista do Hospital das Clínicas da USP, foi responsável por uma pesquisa em parceria com a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, em pacientes com dores torácicas não cardíacas, com o objetivo de analisar os benefícios da técnica do Johrei, de origem japonesa e baseada em transferência de energia, onde pôde verificar a melhora de 90% dos sintomas nos pacientes submetidos a ela.

Há também estudos sobre outras vertentes espirituais, como o Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (ProSER), fundado no Departamento de Psiquiatria da USP em 1999, que se dedica a estudar os efeitos da religião na saúde das pessoas, inclusive com relação às cirurgias mediúnicas.

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O chefe deste departamento, Eurípedes Miguel, explica que a medicina está mudando, e deixando de somente se interessar em combater as doenças, para pensar em privilegiar a promoção da saúde e diz: "Estamos interessados em qualquer método que possa ajudar as pessoas, mesmo que fuja dos nossos padrões".

Temos também o psiquiatra Alexander Almeida que tem realizado estudos sobre experiências de quase morte na Universidade Federal de Juiz de Fora - MG, e coordena o Nupes (Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde). Em conjunto com o inglês Sam Parnia, celebridade internacional em ciência do além, tenta provar a vida após a morte e a existência da alma, realizando estudos com pessoas que passaram por uma experiência de quase morte e voltaram com histórias sobre o outro lado.

O assunto é delicado e muito controverso, e embora alguns membros da comunidade científica já estejam levando em consideração a existência de um algo a mais no ser humano e outros seres vivos, do que só o corpo físico, muitos ainda são totalmente céticos com relação a isso, mas para todos que temos fé e acreditamos em "Deus", para religião ou para a ciência, uma vida merece receber o melhor tratamento possível, seja ele espiritual, alopata, homeopata... o importante é a "vida".