O candidato à liderança do PS, António Costa, defendeu ontem uma nova actualização do salário mínimo nacional, para os 522 euros, em 2015. A notícia surgiu poucas horas depois da confirmação da actualização do salário mínimo para os 505 euros, a partir do próximo mês de Outubro. Costa lembrou as negociações da concertação social que, em 2007, apontavam para um salário mínimo nacional de 500 euros em 2011, que só chega agora em 2014. O candidato à liderança social e a candidato a primeiro-ministro falou ainda na necessidade de recuperar o caminho que estava definido, de modo a chegar aos 522 euros em 2015. Os militantes e simpatizantes socialistas escolhem o líder do partido no próximo Domingo.

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O governo anunciou uma actualização do salário mínimo depois de uma negociação onde a CGTP se retirou das negociações. Os representantes do patronato aceitaram a proposta depois de o governo ter avançado com uma redução de 0,75 pontos percentuais na Taxa Social Única (TSU), de forma a que as empresas possam equilibrar a despesa extra que terão com o aumento do salário mínimo. A nova referência do salário mínimo será válida para 15 meses, o que terá levado à reacção de Costa no sentido de antecipar esta situação e não aguardar pelo final de 2015 para aumentar novamente.

À esquerda de António Costa, a CGTP (Confederação-Geral dos Trabalhadores Portugueses) reagiu ao final do dia, afirmando que o acordo foi insuficiente e chega tarde, que a central sindical não foi contactada para participar na negociação final (depois de ter participado em reuniões anteriores no mês de Setembro no âmbito da concertação social) e que o acordo é mau para a sustentabilidade da Segurança Social, uma vez que é da descida da TSU que surge a disponibilidade para o aumento do salário mínimo.

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A CGTP pretendia um aumento para os 540 euros em Janeiro do próximo ano e a chegada aos 560 em 2016.

Os parceiros da concertação social que subscreveram o acordo para a subida do salário mínimo (governo, UGT, CIP e CCP) são unânimes no benefício que a subida vai trazer enquanto estímulo á economia e à procura interna e à redução do desemprego, por essa mesma via. As partes não se pronunciaram sobre a eficácia que um aumento de 20 euros terá enquanto estímulo à economia, nem foram apresentaram números ou previsões estatísticas sobre o potencial de criação de emprego que a medida traz.