A notícia foi confirmada pelo diretor geral da Saúde, Pape Amadou Diack. O responsável afirmou que foram já executados dois testes após o tratamento ao estudante vindo da Guiné que havia sido a primeira pessoa infectada com o vírus no Senegal, no âmbito da epidemia que está a afectar a África Ocidental em 2014. O Senegal está agora a proceder ao rastreio junto de cerca de 60 pessoas que estiveram em contacto com o paciente guineense, que até agora não apresentaram sintomas. Embora, como se saiba, eles possam surgir nas 3 semanas seguintes ao contágio.

As autoridades senegalesas não revelaram, contudo, que tipo de tratamento foi aplicado ao estudante guineense.

Publicidade
Publicidade

Não existe uma vacina universalmente reconhecida para esta doença, embora, naturalmente, os médicos estejam dispostos a utilizar tratamentos experimentais. Espera-se, assim, que o Senegal possa confirmar e partilhar os resultados da sua investigação - ou, simplesmente, confirmar se o estudante guineense foi colocado em quarentena por precaução até se confirmar que não estava, de facto, contaminado. A versão oficial, em todo o caso, aponta para uma reversão, uma vez que as autoridades haviam confirmado o primeiro caso de ébola no país.

Pape Amadou Diack confirmou também que o Senegal vai, naturalmente, manter todas as medidas de segurança para evitar a propagação da doença, nomeadamente as restrições à circulação de pessoas. A epidemia de ébola continua sem fim à vista, estimando em cerca de 2200 o número de vítimas até agora.

Publicidade

O país mais afectado é a Libéria, onde as próprias autoridades governamentais, certamente num esforço para chamar a atenção do mundo para a gravidade da situação, alertam que o ébola põe em causa a própria existência do país. Foi o ministro da Defesa do país, Brownie Samukai, que lançou este apelo: caso raro em que um ministro da guerra aponta não um inimigo humano, mas um vírus como a maior ameaça ao Estado. Contudo, nos países vizinhos, as medidas de restrição tomadas pelas autoridades parecem estar a produzir os primeiros resultados, em termos de contenção da propagação. Espera-se uma resposta mais urgente da comunidade internacional.