No 11 de setembro de 2001, a cachorra "Roselle", uma labradora cão guia de um senhor cego, que trabalhava no World Trade Center, teve sua oportunidade para ser uma heroína. Ela e seu dono estavam na torre 2, no 78º andar, quando sentiram a explosão do primeiro avião que atingiu fortemente a Torre 1. Na mesma hora os dois começaram a descer as escadas e com toda a calma do mundo, ela conduziu seu dono para a área segura indicada pelos homens do FBI que estavam no térreo e não deixavam ninguém sair, pois a Torre 1 havia desmoronado. Naquele dia, "Roselle" salvou seu dono de uma tragédia, foi seu dia de heroína e ele a agradece até hoje por sua vida.

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O labrador "Sirius", cão rastreador de bombas, que trabalhava no World Trade Center procurando bombas em carros, não teve a mesma sorte. Seu dono, o tenente David, sentindo o tremor do impacto do avião na Torre 1, acima deles, achou mais seguro deixá-lo preso no canil, no subsolo do prédio e ir ajudar no socorro das pessoas que estavam evacuando a torre 2. Enquanto estava lá, esta torre também foi atingida e então todos souberam que era um atentado terrorista. O que ninguém imaginava até então, era que os prédios cairiam. O tenente apressava-se orientando as pessoas a descerem pela escadaria da Torre 2, cheia de fumaça, e enquanto estava lá, a Torre 1 desabou sobre seu pobre amigo, preso no canil no subsolo do prédio. O próprio tenente acabou por ficar preso nos escombros da Torre 2, por encontrar-se dentro dela, quando a mesma ruiu.

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Ele foi salvo, mas seu amigo não teve a mesma chance e até hoje ele se arrepende da decisão de deixar "Sirius" preso no canil.

Chegaram muitos cães de busca para procurar sobreviventes nos escombros das duas torres, entre eles labradores e golden retrievers. São cães treinados a manter a calma e procurar através do cheiro e encontrar sobreviventes. Eles são animados e o resgate para eles é um jogo de procurar e achar, assim serão recompensados com um "muito bem", "bom trabalho" e um afago, o que é tudo pra eles.

No dia 11 de setembro de 2001, muitos cães se estressavam por não encontrarem sobreviventes. A tristeza tomava conta de diversos cães e seus treinadores chegavam a pedir para outras pessoas se esconderem para seus cães encontrá-los e assim sentirem-se recompensados. O cheiro era terrível, cheirava a ferro queimado e poeira, mas mesmo assim, após 24 horas da tragédia, os voluntários e bombeiros que trabalhavam exaustivamente, ouviram os cães latindo eufóricos, sem acreditar, acharam uma moça viva entre as ferragens, seu nome é Janelle e até hoje é grata aos cães heróis que a encontraram.

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Ela foi a última sobrevivente encontrada naquela tragédia.

Nesta hora começaram a trabalhar os cães especializados em localizar cadáveres, e o mais incrível foi que os cães que são especializados em procurar sobreviventes, pois cada um tem sua especialidade e se guia por um determinado cheiro, vendo que não encontravam mais ninguém com vida, passaram a procurar por restos mortais e avisar quando os achavam.

Naquele dia trágico, foram trazidos também cães terapeutas, especializados em levantar a moral dos trabalhadores que procuravam restos mortais nos escombros. Eles simplesmente ficavam ali, oferecendo carinho e atenção àqueles homens cansados e atordoados em meio à tanta desgraça, e conseguiam fazer com que se sentissem melhor e pudessem voltar ao trabalho.

Os cães heróis foram acompanhados por veterinários por 10 anos e espantaram a todos quando não apresentaram nenhum sintoma respiratório e nem qualquer sinal de doença em seu pulmões, mesmo após terem respirado aquela poeira tóxica por tanto tempo. Os cães de busca têm papel fundamental no resgate de sobreviventes. Hoje implementaram câmeras presas aos cães para que as equipes de busca consigam ver o que os cães estão vendo, eles também levam um sistema de sonar para verificar o que há abaixo dos destroços. Eles agora levam coletes com alimentos, água e alguns itens significantes para os sobreviventes. Provavelmente se fosse hoje, os cães carregando esta nova tecnologia, teriam encontrado e salvo mais sobreviventes.

A maioria dos cães heróis do dia 11 de setembro de 2001, já estão mortos, mas nunca serão esquecidos. Todos que vivenciaram esta tragédia e sobreviveram para contar, carregam no coração a imagem destes heróis, que nada sabiam sobre terrorismo, ou da maldade humana, mas dariam suas vidas para salvar qualquer um que lá se encontrasse, soterrado sob escombros. São trabalhadores incansáveis e a alegria que transmitem quando encontram mais uma vida, é contagiante. Quanto a "Sirius", teve seu nome dado a uma trilha de passeio para cães, localizada no memorial erguido no lugar onde antes ficavam as torres, uma forma de homenagear quem sempre zelou pela segurança de quem lá trabalhava. E ainda há aqueles que não gostam de cães... certamente têm um buraco vazio no lugar do coração...