Pedro Passos Coelho declarou hoje estar aberto e disponível a uma redução dos impostos na Região Autónoma dos Açores, rejeitando ao mesmo tempo um aumento das transferências de fundos públicos para o governo regional. O primeiro-ministro está em visita aos Açores até à próxima quarta-feira, tendo deixado estas declarações à saída de uma reunião com o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada. Passos Coelho afirmou que tanto o Orçamento de Estado como a Lei das Finanças Regionais serão meios para concretizar esse desiderato, mas sem se comprometer com uma data ou um meio para o concretizar. O PS/Açores reclama o facto de as transferências do Continente se terem reduzido e também se ter reduzido o chamado diferencial fiscal, a diminuição máxima que os impostos nas ilhas podem ter em relação ao Continente, baixando de 30% para 20%.

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Passos Coelho aponta que as transferências não podem ser aumentadas, tendo em atenção que a lei das Finanças Regionais contempla o "princípio muito singular" de garantir que a receita fiscal das ilhas é sempre reaplicada na região, não contribuindo para o conjunto do País, apesar das responsabilidades e despesas do Governo central relativamente, por exemplo, à Justiça e à Administração Interna.

Esta é a primeira visita oficial de Passos Coelho aos Açores, que chegou ao arquipélago no domingo à noite. A visita inclui passagens pelas quatro ilhas mais habitadas (S. Miguel, Terceira, Faial e Pico) sendo que nas três primeiras estão baseados os órgãos políticos da região autónoma. Note-se também que é a primeira vez que Vasco Cordeiro se encontra com o primeiro-ministro, tendo assinalado precisamente na última sexta-feira o segundo aniversário da sua vitória eleitoral, sucedendo ao longo consulado de Carlos César (1996-2012). Um dos temas mais aguardados e que foi debatido por Cordeiro e Coelho foi a liberalização das ligações aéreas entre os Açores e o Continente, uma vez que tanto as companhias aéreas europeias de baixo custo como os estudantes açorianos no Continente, os trabalhadores deslocados e também os turistas anseiam por uma eventual baixa de preço nas viagens até ao arquipélago.