A Nigéria foi declarada livre do Ébola pela Organização Mundial de Saúde, depois de se ter registado um período de 42 dias sem nenhuma nova infecção. A epidemia atingiu 20 pessoas no país mais populoso de África, deixando oito vítimas mortais. Contudo, e apesar de se ter temido o pior, as autoridades conseguiram controlar a propagação da doença. A OMS congratulou-se com o facto, que considerou como "espectacular" e que prova que é possível controlar o avanço da epidemia. Para as autoridades nigerianas, é igualmente uma prova notável de competência e de resposta rápida.

Entretanto, depois de alguns dias de chuva, do fim de semana e do regresso do Verão - ou a chegada antecipada do Verão de S.

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Martinho - os portugueses voltam a pensar que é feito do Ébola. Em Espanha, a enfermeira Teresa Romero está a melhorar e já fez um teste com resultado negativo, tudo apontando para que o seu sistema imunitário esteja a controlar a infecção. Da mesma forma, e apesar de várias pessoas terem estado em contacto com a Sra. Romero e do relativo amadorismo com que a situação foi tratada pelas autoridades de saúde em Madrid, não se registam novos casos de contágio - depois de já se terem passado vários dias. A médica norueguesa que foi contaminada pelo vírus na Serra Leoa conseguiu igualmente curar-se. Nos Estados Unidos, e depois da morte de Thomas Duncan no Texas, as pessoas que estiveram em contacto com o falecido paciente liberiano, incluindo a sua companheira, estão a terminar os seus períodos de quarentena sem sintomas da doença.

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Em Atlanta, Geórgia, um paciente não identificado recebeu alta do hospital Emory University depois de ter contraído o vírus.

Mas o combate mais difícil está ainda por fazer: a necessidade de apoio à Guiné, à Serra Leoa e à Libéria, que continuam na linha da frente do combate e do perigo. E apesar de considerarmos que o mundo não reage, a verdade é que está a actuar de forma razoavelmente rápida - tendo em atenção que cada dia perdido é uma tragédia para os habitantes destes países. O Canadá e a Rússia anunciaram o desenvolvimento de uma vacina experimental e o seu envio para a África Ocidental. Cuba, país conhecido pela suas capacidades em termos de saúde pública, enviou mais de 200 profissionais, no total, para os países mais atingidos.

A China, contudo, e apesar de serem bem conhecidos os seus investimentos financeiros, seja em África, nos Estados Unidos ou em Portugal, já foi criticada por não estar a ajudar de forma suficiente - principalmente tendo em conta os meios de que dispõe para o fazer. Contudo, sabe-se que já foi enviada para a região uma droga experimental para o tratamento, que deverá ser em breve testada, e também 200 profissionais de saúde.