O vírus Ébola chegou a Espanha e os próximos dias serão decisivos para saber se as medidas de protecção e combate ao vírus serão eficazes na contenção da doença. A enfermeira Teresa Romero, o primeiro caso de contágio de alguém que não esteve na África Ocidental, adoeceu e encontra-se presentemente em estado crítico. O sistema de saúde espanhol está sob a linha de fogo da imprensa internacional e da opinião pública, depois do caso da enfermeira não ter sido, aparentemente, abordado com a diligência necessária. Teresa Romero manifestou febre e o médico sabia que ela havia estado encarregue do tratamento de pessoas infectadas, mas não tendo manifestado nenhum dos restantes sintomas da doença (vómitos, diarreia, etc.), foi enviada para casa com aspirinas.

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Adicionalmente, sabe-se que uma ambulância onde a enfermeira foi transportada - depois de confirmado o seu diagnóstico - transportou depois várias pessoas, antes de se ter procedido à sua desinfecção. Também na República Checa, mais precisamente em Praga, um homem que viajou recentemente para a Libéria foi internado com sintomas que motivaram a suspeita da doença.

O vírus ébola transmite-se pelo contacto com os fluidos orgânicos (sangue, urina, etc) de uma pessoa infectada, pelo que o risco de contágio é considerado baixo. A velocidade com que se tem transimtido nos países da África Ocidental deve-se, sobretudo, às deficientes condições higiénicas e também às limitações de equipamento dos serviços de saúde - tendo em atenção que as medidas de contenção adoptadas pelas autoridades da África Ocidental foram bastante rápidas e assertivas (cancelamento de feiras, períodos de quarentena geral por períodos de três dias, encerramento de escolas, encerramento de fronteiras, probição de festas que agravem o risco de contágio, etc.) e estarão a contribuir para que o vírus não alastre mais ainda. Contudo, se existe o risco de que as autoridades espanholas não estejam totalmente sensibilizadas para esta questão, na Macedónia o caso parece ser o oposto. Um cidadão britânico em viagem faleceu, depois de apresentar sintomas de ébola mas sem que se saiba que tenha estado na África Ocidental ou com diagnóstico confirmado. As autoridades locais reagiram selando o hotel e colocando de quarentena os paramédicos que o trataram.