O Espírito Santo Financial Group, pelo seu Conselho de Administração, decidiu avançar com um pedido de insolvência. A notícia segue-se à recusa, por parte do tribunal do Luxemburgo, do pedido de gestão controlada, equivalente a uma protecção contra credores. A decisão do tribunal - onde foi entregue o pedido, uma vez que a sede da holding se encontra precisamente no Grão-Ducado - foi conhecida no passado dia 3 de Outubro. Juntamente com a insolvência do ESFG, vem também a insolvência da Espírito Santo Financière, uma subsidiária com activos na Suíça e na França. Está agendada para amanhã, sexta-feira, uma audiência para que seja nomeado um gestor liquidatário para administrar os activos tanto do Espírito Santo Financial Group como da sua filial.


Uma fonte do Tribunal Luxemburguês havia declarado, na sequência da decisão da semana passada, que a decisão foi tomada com base na legislação em vigor: os pedidos de gestão controlada são recusados se, com base nos argumentos e ideias apresentadas, não existirem hipóteses de que essa gestão possa vir a melhorar a situação da empresa. Naturalmente, o Tribunal alega motivos de sigilo para não revelar detalhes sobre a sua decisão. O processo do pedido de gestão controlada entrou no tribunal a 24 de Julho, poucos dias antes de as autoridades financeiras terem tomado o controlo do antigo BES.

O Espírito Santo Financial Group, fundado em 1984, é uma holding do Grupo Espírito Santo, através da qual a família controlava o Banco Espírito Santo e outros #Negócios - numa vasta carteira de investimentos espalhada por 4 continentes. O Grupo tem escritórios em vários países (Estados Unidos, França, Espanha, Reino Unido, Macau, Brasil, Cabo Verde, etc.). O pedido de insolvência é mais um avanço da avalanche de acontecimentos que derrubaram, ou estão a derrubar, o Grupo Espírito Santo. Também à espera da decisão do tribunal luxemburguês, sobre os respectivos pedidos de protecção contra credores, estão a Espírito Santo International e a RioForte - a holding onde a Portugal Telecom investiu 900 milhões de euros que, presume-se, não conseguirá recuperar.