Temos assistido a uma crescente preocupação no que se refere à epidemia do vírus Ébola. Até há pouco tempo, o Ébola era uma preocupação longínqua, um vírus que poderia, inclusivamente, nunca atingir a Europa. Porém, tudo mudou quando foi noticiado o primeiro caso de contágio de Ébola na Europa, em Espanha. Teresa Romero continua internada no Hospital Carlos III em Madrid, sendo o seu estado de saúde crítico, e o seu esposo, Javier Romero, permanece sob observação. Já o cão do casal foi sacrificado não em prol do Ébola, mas sim em prol do medo.

A história de Excalibur começou na semana passada, quando Javier Romero partilhou nas redes sociais as medidas que as autoridades pretendiam tomar em relação ao seu cão, pedindo ajuda para impedir o abate.

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A partir daí, assistiu-se a um exemplo de solidariedade sem precedentes. Infelizmente, tal não foi suficiente para comover as autoridades madrilenas e Excalibur acabou mesmo por ser sacrificado.

O que revolta as pessoas neste caso é o facto de não terem sido realizados quaisquer exames ao cão. Excalibur foi eutanasiado porque havia a possibilidade de ter contraído o vírus do Ébola. As autoridades madrilenas invadiram uma propriedade privada, capturaram um animal de estimação e procederam ao seu abate sem demonstrarem qualquer respeito pelas pessoas em causa. Aliás, ainda não está sequer comprovado de que os cães podem efetivamente contrair o vírus do Ébola. Os estudos realizados "sugerem", não "comprovam", que os cães podem ser portadores do vírus do Ébola.

Assim sendo, estamos perante um abate justificado como medida de prevenção.

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Pergunto-me se essa "medida de prevenção" poderá justificar a morte de centenas de #Animais, no caso de uma eventual propagação do vírus do Ébola, e se esses mesmos animais serão considerados como danos colaterais. Até lá e com a esperança de que o Ébola não atinja as proporções de doenças outrora mortais, resta-nos apenas rezar para que não haja um caso de Ébola nas associações de animais e para que Espanha (e restantes países) seja mais comedida nas próximas decisões preventivas.