Saíram recentemente os resultados preliminares das #Eleições gerais de Moçambique, nos quais a Frelimo obteve uma vitória com maioria absoluta com 55,97% para o parlamento e 57,03% para o seu candidato presidencial Filipe Nyusi.

Apesar da Frelimo ter já efetuado o seu discurso de consagração, os principais partidos da oposição reagiram de forma negativa aos valores apresentados pela Comissão Nacional de Eleições. A Renamo que obteve 32,49% para as eleições legislativas e 36,61% para as presidenciais, emitiu já um comunicado através de um porta-voz onde indica não reconhecer os resultados devido ao facto dos mesmos serem fraudulentos e irá impugnar estas mesmas eleições.

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Por sua vez o MDM, que obteve 7,21% para o parlamento e 6,36% para as presidenciais, refere que os resultados não são credíveis e são fruto de várias irregularidades anteriormente reportadas.

Estes resultados são o culminar de um ato eleitoral que se iniciou a 15 de Outubro, tendo por base 17 mil mesas de voto que se encontravam espalhadas por todo o país. Devemos ter ainda em conta que os resultados apresentados são preliminares e só após ser feita a validação por parte do Conselho Constitucional é que será apresentado o resultado final através da Comissão Nacional de Eleições.

Estamos assim perante um cenário onde a instabilidade política poderá estar prestes a surgir e os problemas do passado podem muito bem vir a ser novamente vividos num futuro bem próximo.

No entanto Afonso Dhlakama, líder da Renamo, efetuou já uma comunicação adicional onde indica que apesar dos seus opositores (Frelimo) estarem a monopolizar o poder e as riquezas do país, o seu partido não irá voltar à luta armada.

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A contestação a estes resultados preliminares irá ser feita por meios administrativos e legais, descansando assim um pouco mais o povo moçambicano.

Moçambique que durante o corrente ano teve alguns problemas entre os dois maiores partidos (Frelimo e Renamo) e onde surgiram situações de rapto principalmente a estrangeiros, volta a viver um clima de instabilidade iminente.