O atropelamento de um homem de 77 anos de idade, na segunda-feira, dia 20 de Outubro, na Autoestrada nº5 (conhecida como A5) está ainda por explicar. Segundo o comando-geral da GNR, citado pela agência Lusa, o septuagenário terá estacionado a sua viatura na berma e atravessado a via rápida, acabando por ser atropelado por um ligeiro de passageiros que estava a passar. O condutor do veículo não sofreu ferimentos, mas o peão acabou por falecer no local.

O acidente que ocorreu ao quilómetro 9,500, no sentido Cascais-Lisboa, junto a Queijas, provocou ainda o despiste de outro veículo, o que resultou em ferimentos ligeiros noutra condutora.

Não estão ainda apuradas as razões pelas quais o homem saiu do seu carro e atravessou a via. Segundo o Correio da Manhã, que publicou a notícia horas depois da ocorrência, a mulher da vítima mortal encontrava-se no carro e terá assistido ao acidente, mas sobre este pormenor não houve comentários por parte das autoridades.

A investigação está agora a cargo do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação, do destacamento de Carcavelos.

A5 tem quatro "pontos negros"

No relatório anual de 2013 da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) sobre a sinistralidade nas estradas portuguesas, foram registados 30 339 acidentes no ano passado, dos quais 518 resultaram em mortes e 2054 em feridos graves.

As estatísticas demonstram que houve uma redução de 9,6% no que refere aos óbitos em acidentes rodoviários em relação a 2012 e de 0,3% em relação aos feridos graves.

Com o relatório, a ANSR divulgou ainda uma lista, feita em colaboração com o Observatório da Sinistralidade Rodoviária de 2013, onde figuram os principais "pontos negros", ou seja, os locais mais perigosos das estradas de todo o país.

Na lista, o Eixo Norte-Sul surge como a estrada com maior número de "pontos negros" (sete locais) e a IC19 como o troço mais perigoso.

A A5 faz parte da lista, apresentando quatro locais em que a probabilidade de acidentes é maior - do quilómetro inicial até ao quilómetro 7,400. Ou seja, o acidente que ocorreu esta segunda-feira não teve lugar num destes "pontos negros", mas as circunstâncias também não se enquadram na estatísticas, que indicam que os principais tipos de acidentes são as colisões, os despistes e só depois os atropelamentos - e raramente em vias rápidas.