As forças de segurança canadianas estão concentradas junto ao Parlamento do país, em Otava, onde a manhã de quarta-feira, dia 22 de Outubro, foi agitada por um tiroteio. 

A polícia deu o alerta através do Twitter: "Foram feitos disparos no Memorial da Guerra às 9h25 [hora local]; um ferido".

O tiroteio que começou próximo do Parlamento, continuou no interior, após um dos homens que começou os disparos no Memorial ter corrido para o interior do edifício. 

Segundo o repórter da CNN Josh Wingrove, que se encontra no local, o homem armado terá começado a disparar no vestíbulo da sede legislativa e uma segunda ronda de tiros foi ouvida no interior do edifício cerca de um minuto depois.

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Atrás dele corria a polícia, gritando às pessoas para que se abrigassem e disparando contra o homem.

O funcionário do Parlamento, Marc-André Vieu, disse ter ouvido cerca de 20 tiros, mas a Radio-Canada reportou 50.

Os dois atacantes conseguiram escapar às autoridades e esconderam-se num prédio de habitação junto ao local. Depois de o edifício ter sido cercado, um outro tiroteio acabou por matar um deles, informação que foi confirmada pela polícia. O outro atirador continua a ser procurado pelas autoridades.

Estado de alerta

Após os primeiros tiros, uma unidade especial da polícia canadiana protegeu o gabinete do primeiro-ministro canadiano, Stephen Harper, e o Parlamento foi encerrado. Mais tarde, o chefe do governo foi escoltado para fora do edifício. 

O estado de alerta já tinha começado antes do tiroteio desta manhã, após informações encontradas na internet de que grupos radicais planeavam um ataque ao local.

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De entre estes grupos estão possivelmente o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.

Segundo o porta-voz do governo, Jean-Christophe de Le Rue, aos media locais ainda na terça-feira, "os serviços secretos indicaram que um indivíduo ou um grupo no Canadá ou no estrangeiro tem a intenção de cometer um acto de terrorismo".

Ainda na segunda-feira, um jovem do Quebeque (uma província do Canadá) que se tinha convertido ao Islão matou um militar e tentou matar outro. A polícia interviu e o jovem foi morto. O acto foi classificado de atentado terrorista e levou a um estado de alerta "médio".

Não se sabe ainda se o incidente de segunda-feira está relacionado com o de hoje.