Do you speak English? A partir de Setembro de 2015, os estudantes portugueses do terceiro ano de escolaridade passarão a falar Inglês na escola. A medida anunciada em Julho passado por Nuno Crato não foi "só para inglês ver", já que o diploma que a certifica foi hoje (13 de Novembro) aprovado pelo Conselho de Ministros. A iniciativa implica que os alunos tenham pelo menos duas horas semanais da disciplina que, em 2016/17 será também obrigatória para o quarto ano de escolaridade. Serão, portanto, sete os anos de escolaridade em que o Inglês fará parte do programa curricular.

"No sentido de garantir o recrutamento de docentes necessários ao ensino da disciplina de Inglês no 1º ciclo, será realizado um primeiro concurso extraordinário, em 2015, exclusivamente para o recrutamento de docentes para o novo grupo", lê-se no comunicado enviado pelo Conselho de Ministros.

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A medida implica "a definição da habilitação profissional para lecionar Inglês no 1º ciclo e a criação de um novo grupo de recrutamento".

Recorde-se que no ano passado, o ministro da #Educação e Ciência acabou com a obrigatoriedade do ensino de Inglês nas actividades de enriquecimento curricular, já que em muitas regiões os alunos não tinham acesso a essas actividades, o que criava desigualdades no ensino.

Portugal está na cauda do ranking sobre competências de Inglês 

O recente anúncio do Inglês obrigatório seguiu-se, propositadamente ou não, à publicação do English Proficiency Index, um ranking elaborado pela Education First (EF) que analisa as competências de Inglês a nível internacional e no qual Portugal caiu quatro lugares em relação ao anterior ranking. O relatório divulgado ontem (12 de Novembro) indica que o país ocupa o 21.º lugar na lista de 63 países, à frente da França, da Itália e da Eslováquia, mas atrás de Espanha.

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Contudo, o ranking não sugere que os portugueses "se vêem gregos" para falar inglês, uma vez que o nível de proficiência subiu (de 55.39, em 2012, para os 56.83).

A directora da EF, citada pela Renascença, alertou: "é urgente consolidar em Portugal uma política de continuidade na formação linguística como forma de maximizar as oportunidades profissionais e contribuir para a diminuição da taxa de desemprego no país". Segundo Charlotte Lowe, faz falta uma "política de continuidade" no ensino do Inglês em Portugal, coisa que já existe em Espanha.