Foi a primeira mulher a receber o doutoramento pela Faculdade de Direito de Coimbra em 1995 e em 2011 foi a primeira mulher a dirigir a instituição de ensino. Anabela Rodrigues é agora também a primeira mulher a assumir o cargo de ministra da Administração Interna. A professora catedrática de 60 anos, membro do Conselho Superior de Magistratura e ex-diretora do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), por nomeação do actual ministro da Defesa (na altura ministro da Justiça), José Pedro Aguiar-Branco, vai tomar posse amanhã, 19 de Novembro, no Palácio de Belém. Após a demissão de Miguel Macedo, no domingo, entra assim a quarta mulher para um #Governo que começou com duas.

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Recorde-se que a sua nomeação, enquanto não magistrada, para o CEJ, em 2004, gerou controvérsia e levou à demissão em bloco de juízes formadores, por se tratar da primeira vez em 25 anos que uma não magistrada ocupava o cargo.

A professora de Direito e Processo Penal nasceu a 5 de Dezembro de 1953. No seu currículo consta que foi presidente da comissão de Reforma da Legislação Sobre o Processo Tutelar Educativo; contribuiu para a elaboração da reforma prisional de 1979 e também para a revisão final do Código Penal de 1982. Doutorada em Ciências Jurídico-Criminais, Anabela Rodrigues foi também responsável por motivar um modelo de formação de magistrados menos restrito aos saberes jurídicos.

A escolha de Pedro Passos Coelho, aceite pelo Presidente da República, mostra assim que não há intenções de fazer uma remodelação alargada no Governo.

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Miguel Macedo como deputado

Segundo o Observador, o ministro demissionário da Administração Interna, Miguel Macedo, poderá assumir o lugar de deputado na Assembleia da República, para o qual foi eleito nas legislativas de 2011 pelo círculo de Braga. A notícia em primeira mão dá conta de que Macedo, que se demitiu no seguimento do caso de eventual corrupção na concessão de vistos gold, ainda não comunicou a decisão ao líder parlamentar, Luís Montenegro.

Recorde-se que o ex-ministro falou ao país no domingo, referindo que a sua relação próxima com um dos detidos no âmbito operação Labirinto, que está a investigar o caso dos vistos gold, não lhe permitia continuar a cumprir as suas funções com autoridade política.