No encerramento do XX Congresso do Partido Socialista, António Costa comparou um possível Governo de Bloco Central a um "pântano". A fechar o seu primeiro Congresso enquanto secretário-geral do PS, o ainda autarca da Câmara Municipal de Lisboa reforçou a sua oposição às políticas do Governo de Pedro Passos Coelho e defendeu que o bloco central "alimenta radicalismos e extremismos". No seu discurso ideológico, o secretário-geral do PS referiu-se à liderança do PSD. Para Costa, quer seja Pedro Passos Coelho, quer seja Rui Rio, putativo futuro líder, na liderança do Partido Social Democrata, o cenário é o mesmo: "O problema não é de nomes. O meu filho chama-se Pedro, mas o problema não é o Pedro, o Rui ou o Francisco; são as políticas".

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O candidato a Primeiro-Ministro afirmou que uma maioria absoluta é de extrema necessidade, dizendo que o Partido Socialista tem "a ambição de oferecer a Portugal um governo estável" e que permita "estabilidade", porque, segundo Costa, o país não pode estar a perder tempo com a formação de uma coligação: "Portugal não pode estar cinquenta e tal dias à espera de uma coligação (...) o país ficaria longos meses entregue à incerteza".

Relativamente ao plano europeu, António Costa diz que vai focar a sua agenda na promoção dos "interesses de Portugal na Europa", procurando estabelecer um programa que possibilite o "recuperar do músculo e sarar as feridas depois deste período de austeridade". Sobre o candidato a Presidente da República, António Costa apenas disse que poderá sair "das fileiras do PS ou da área política do PS".

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A finalizar, o secretário-geral do Partido Socialista advogou que o Presidente da República deve "renovar o orgulho", dando como exemplo Mário Soares e Jorge Sampaio - ambos sentados nas primeiras filas do XX Congresso do PS. No discurso de encerramento do Congresso do Partido Socialista que decorreu na FIL, António Costa aproveitou ainda para lembrar palavras do Papa Francisco, sublinhando que o "principal valor é a dignidade humana".