O cabeça de lista do Partido Socialista nas últimas #Eleições europeias, Francisco Assis, vai ficar de fora de todos os órgãos nacionais. Esta decisão foi comunicada neste sábado a Álvaro Beleza, o coordenador do processo de elaboração das listas do PS. Francisco Assis ausentou-se do congresso socialista, que está a decorrer este fim-de-semana na FIL em Lisboa, justificando que não foi informado sobre a hora em que iria discursar, depois de se ter inscrito ao final da manhã deste sábado. Porém esta intenção já tinha ficado bem patente pelo próprio logo após a saída de António José Seguro de toda a actividade no PS, fruto da derrota sofrida nas directas com António Costa e também em várias declarações dadas a diferentes meios de comunicação social.

O agora eurodeputado mostrou-se ainda desagradado com a linha traçada pelos principais dirigentes da equipa de Costa, como é o caso do líder parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, bem como do líder da federação de Aveiro e "vice" da bancada socialista, Pedro Nuno Santos."O PS sem maioria absoluta é frágil e por isso o mais lógico é fazer alianças estratégicas em assuntos fulcrais da sociedade portuguesa com a direita, e neste caso concreto o PSD", afirmou o eurodeputado socialista em entrevista à RTP.

Publicidade
Publicidade

Assis defende que no caso de não haver uma maioria absoluta do PS nas próximas eleições legislativas, seria benéfico para Portugal a existência de entendimentos preferenciais e pontuais com o PSD, algo que a maioria dos membros do núcleo político que António Costa lidera não aceita. Por seu turno, Ferro Rodrigues defendeu ainda, neste congresso, que possíveis entendimentos com o PSD teriam como consequência um reforço dos populismos no país.

"Um entendimento à direita é algo que já não faz sentido dado o sentido de estado e de compromisso com país que o PS tem mostrado desde sempre. Todos os portugueses podem confiar em nós, porque nós sabemos governar", afirmou Ferro Rodrigues. Desta forma, Francisco Assis em rota de coligação com a actual chefia do partido não vai discursar no congresso que continua e encerra neste domingo.

Publicidade