Se é certo que o #Desemprego em Portugal tem aumentado imenso nos últimos anos, contemplando até pessoas licenciadas nas mais diversas áreas, também é certo que fazendo uma breve pesquisa pelos vários sites de ofertas de emprego se encontra uma série de oportunidades de trabalho. O que está a falhar aqui? Falta de competências das pessoas? Falta de requisitos por parte das empresas? Falta de disponibilidade dos trabalhadores para saírem da sua área de conforto?

Portugal tem atravessados nos últimos anos uma das maiores crises que conhece e que tem afectado as mais diversas áreas da sociedade, sendo que uma das mais proteladas tem sido a do emprego.

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Há uma taxa de desemprego muito elevada. Centenas de jovens licenciados à procura do seu primeiro emprego e que são desprezados por não terem experiência. Várias empresas a fechar por falta de serviços e de forma de pagar aos trabalhadores. Seria por isso de prever que ao se pesquisar por ofertas de emprego que se encontrasse um número pequeno de ofertas. Nada de mais errado!

Qualquer pessoa que esteja à procura de trabalho neste momento irá encontrar todos os dias nas mais variadas plataformas novas ofertas de trabalho, nas mais variadas áreas e em vários locais do nosso país. Porém, há outras que se mantêm durante um longo período de tempo sem qualquer tipo de resposta ou sem encontrar um candidato ideal. Será que são os portugueses que não querem abdicar da sua área de estudo? Muitas pessoas afirmam não quererem trabalhar fora da área na qual estudaram pois dedicaram-se a ela e investiram todos os seus esforços.

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Muitas outras revelam ter poucas competências ou capacidades para sair da área onde investiram. Se realmente a crise afectasse as famílias portuguesas e as deixasse num estado complicado, não seria de prever que se aproveitasse qualquer oferta de trabalho (desde que justa e digna) mesmo que fosse fora da área para a qual se estudou?

Se é certo que há empresas e instituições que não oferecem as condições mínimas de trabalho (salários extremamente baixos, sem descontos, condições precárias), também há pessoas que não aproveitam para pôr os seus dons ao serviço e ganhar dinheiro e experiência noutra área para tentar combater as dificuldades económicas e, quem sabe, ajudar o país a crescer. Numa era em que dominam os estágios profissionais de curta duração, domina também o desemprego de longa duração por falta de motivação, interesse e capacidade de gestão das pessoas e das instituições.

Até quando isto será possível?