Na ausência de tratamento específico para a epidemia do Ébola em vários países da África Ocidental, estes testes em três centros na Guiné e Libéria visam tentar encontrar uma terapia eficaz, como precisou a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) em comunicado. "Esta é uma parceria internacional sem precedentes que representa uma esperança para os pacientes para que finalmente se obtenha um verdadeiro tratamento de uma doença que mata hoje entre 50% a 80% das pessoas infectadas", disse Annick Antierens que coordena os testes da MSF.

Os três testes serão realizados sob supervisão de três diferentes instituições. Um acontecerá no centro ELWA 3 de Monrovia, na Libéria, sob a autoridade da Universidade de Oxford, e será utilizado o antiviral brincidofocir.

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O INSERM (Instituto Francês para a Saúde e Pesquisa Médica) irá supervisionar o teste utilizando o medicamento antiviral Favipiravir, que será realizado em Guéckédou, na Guiné. Em Conacri, a capital guineense, será realizado o teste com uma terapia baseada em utilização de sangue e plasma de convalescente que será supervionado pelo Instituto de Medicina de Antuérpia, da Bélgica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está associada a estes testes. O seu mais recente relatório, divulgado quarta-feira, relatou 5.160 mortes em 14.098 casos: "Como uma das principais operadoras de saúde envolvidos na África Ocidental, MSF participaram nestes ensaios clínicos que estão a ser acelerados para dar aos que estão infectados uma maior chance de sobreviver", disse o doutor Antierens.

Assim, a luta contra a epidemia marca pontos.

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Particularmente na Libéria, o país mais afetado com cerca de metade dos casos e mortes registadas. Na Serra Leoa, por outro lado, o segundo país mais afetado, onde a epidemia está a espalhar-se mais rapidamente, particularmente na área da capital Freetown, a situação continua a ser preocupante com aumento do número de casos e de óbitos. De acordo com a OMS foram registados 421 novos casos durante a semana que antecedeu a 09 de novembro. Por isso estas possíveis três soluções são vistas de forma importante com a esperança de pôr fim a esta epidemia que colocou, nos últimos meses, o mundo todo em alerta. #Ébola