A enfermeira espanhola Teresa Romero, infectada com o vírus Ébola, teve ontem alta do hospital Carlos III, em Madrid. Numa nota à imprensa, Teresa agradeceu aos médicos que lhe "salvaram a vida" e prometeu "doar o seu sangue para ajudar outros pacientes contaminados". Teresa e o seu marido, Javier Limón, não deixaram contudo de emitir um comunicado - prévio à sua saída do hospital - criticando as autoridades espanholas pelo sacrifício do seu cão, de forma a evitar o contágio. Recorde-se que não existem dados científicos que sustentem a tese de que os cães possam transmitir o Ébola. Teresa Romero deu entrada no hospital, um dos mais importantes de Espanha, no dia 6 de outubro e esteve em estado crítico, mas o seu organismo já não possui qualquer vestígio da doença.

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Entretanto, a crise do Ébola voltou a desaparecer das manchetes dos telejornais e desapareceram também as manifestações de histerismo nas redes sociais relativamente a uma doença destinada a destruir 90% da humanidade. Nas últimas 5 semanas, os focos ou pseudo-focos da doença na Europa e América do Norte foram efectivamente controlados. Enquanto não tornarem a surgir, impera o silêncio e não há qualquer aplauso para as autoridades ou para o eventual civismo das pessoas.

O flagelo continua assim confinado à África Ocidental, e em especial aos três países realmente atingidos pelo problema, onde está ainda longe de estar resolvido. Esperemos que a comunidade internacional possa voltar a dedicar o seu tempo e esforços a esta questão. Da Serra Leoa chega a notícia (através da revista Time) que o número de novos infectados diariamente é nove vezes superior ao de há dois meses, com especial intensidade nos arredores da capital Freetown.

As boas notícias é que a epidemia parece estar a recuar na vizinha Libéria e que os países vizinhos estão a conseguir evitar a propagação - nomeadamente a Guiné-Bissau. Mas é cedo para respirar de alívio. E quando a poeira assentar, estes três países vão sem dúvida precisar de todo o apoio possível. #Ébola