O atual Presidente da República anunciou que não irá antecipar as #Eleições legislativas, a não ser que exista uma alteração à lei em vigor ou se Portugal entrar numa grave crise política. Para Cavaco Silva, as eleições só vão ser realizadas entre 14 de Setembro e 14 de Outubro de 2015 e, caso a Assembleia pretenda uma data diferente, terá de mudar a lei que se encontra em vigor desde 1999. Desta forma é novamente assumido pelo Presidente da República que as políticas de austeridade do Orçamento de Estado se enquadram com a sua própria visão para a economia nacional. Apesar das pressões dos partidos da oposição ao atual #Governo continuarem a solicitar a sua demissão, o Presidente da República continua a desmarcar-se de qualquer intervenção na vida política do país.

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Durante os últimos anos, muitas vezes foi solicitada a intervenção do Presidente da República para travar a destruição do país. Sempre que tal acontece, o atual Presidente afasta-se e poucas são as vezes que argumenta sobre a sua posição, o que em nada ajuda a alterar a descrença nacional sobre esta figura de Estado. Desta vez, Cavaco Silva falou numa entrevista para indicar apenas que vai continuar com a sua posição de afastamento e que não se irá sobrepor à constituição da república.

Caso não exista uma grave crise política em Portugal, não existe possibilidade de serem convocadas eleições de forma antecipada. Posto isto, será difícil que a população perceba o papel do Chefe de Estado, uma vez que o país não consegue de forma alguma sair da recessão e até a Comissão Europeia questiona as medidas tomadas e valores apresentados no Orçamento de Estado para 2015.

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Para o Presidente da República, a possibilidade de ser eleito um governo com cores políticas diferentes das atuais é um ponto positivo, apesar de ter de exercer funções com um Orçamento de Estado que pode ter sido elaborado pelos seus antecessores.

Devemos lembrar que se as eleições forem efetuadas no período mencionado e uma vez que a preparação do Orçamento de Estado tem de ser entregue ao parlamento até ao dia 15 de Outubro, podemos vir a ter um novo governo limitado aos valores e estratégias elaboradoras pelo PSD e CDS. Será esta uma estratégia para que as políticas de salvaguarda à burguesia se mantenham o máximo possível? Seria de facto de bom tom que o nosso Presidente da República permitisse que um governo recém-eleito elaborasse o seu próprio Orçamento de Estado e governasse de acordo com as sua orientações ou convicções.