Os enfermeiros portugueses fizeram desta sexta-feira um dia de greve para protestar contra o aumento do seu horário de trabalho, apesar do apelo para uma suspensão do #Governo por causa do surto da "doença do legionário". A greve de 24 horas foi realizada por 78,6% dos enfermeiros, de acordo com dados fornecidos pelo sindicato de trabalhadores, que se opõe às medidas de austeridade fiscal adotadas pelo governo, exigindo a reposição das 35 horas de trabalho semanais, ao mesmo tempo que exigem o descongelamento das progressões na carreira.

O Ministério da Saúde esta quinta-feira viu-se na obrigação de pedir aos enfermeiros para suspender o movimento, o que proporcionará uma nova greve na próxima sexta-feira, citando "o interesse público é a situação epidemiológica atual " ao que nomeou também de "cenário extraordinário".

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Um surto de legionella que eclodiu na cidade de Vila Franca de Xira, nos arredores de Lisboa, já matou 7 pessoas entre 311 pessoas infectadas, de acordo com um relatório apresentado quinta-feira pelas autoridades de saúde.

"Enfermeiros aderiram em força, mas, como é a regra, os serviços mínimos são fornecidos e não há nenhum problema com os pacientes", disse o líder sindical José Carlos Martins na agência Lusa. Enfermeiros portugueses tinham em vista uma greve de 48 horas no final de setembro para protestar contra a política de austeridade do governo, o que resultou em uma falta de mão de obra e cortes salariais graves.

Como pode ser lido no despacho agora conhecido: "Nesta conformidade, não deixando de reiterar que se reconhece o direito à greve, feita uma ponderação" entre este direito "e os direitos fundamentais dos cidadãos que podem ser lesados, em especial o direito à vida e à saúde [...], é indispensável que, nos termos legalmente admitidos, se adoptem algumas medidas de excepção, cujo fim último se destina a mobilizar os profissionais que possam vir a ser indispensáveis para assegurar a efectiva protecção de saúde relativamente aos utentes que dela venham a carecer".

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