Morreu Sandro "Funa", cidadão português, de origem cabo-verdiana, soldado do Estado Islâmico, o fenómeno político-militar do Médio Oriente. Sandro não resistiu aos ferimentos sofridos em consequência de um bombardeamento aéreo. Não é conhecida a idade de Sandro: o site da revista Visão menciona que teria 28 anos, o Correio da Manhã que terá "cerca de 30 anos", enquanto o Jornal de Notícias e o Público refere que tem 36 anos. Todas as fontes referem que Sandro nasceu e viveu na linha de Sintra (presume-se que em Monte Abraão), que emigrou para o Reino Unido (supõe-se que em 2007), que aí terá tido contacto com a ideologia radical islâmica. Daí partiu para a Síria com outros portugueses, como Fábio, Edgar ou Celso.

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Nas redes sociais, a generalidade dos comentadores aplaudia o facto, mostrando pouca complacência com a opção política de Sandro.

O Estado Islâmico é o grande fenómeno que veio alterar as relações internacionais e marcar o ano de 2014. O movimento ganhou proeminência quando o seu líder, Abu Bakr Al-Bagdadi, proclamou o regresso do Califado, depois de o grupo ter tomado a cidade iraquiana de Mossul. O antigo braço armado da Alcaida no Iraque cortou relações com a organização de Ussama Bin Laden, procurando chamar a si a centralidade da causa do islamismo radical. O movimento controla actualmente grande parte da Síria e do Iraque, contando com financiamento vindo do Médio Oriente e da venda ilegal de petróleo. Conta também com o afluxo maciço de voluntários para combater nas suas fileiras, chegados do Médio Oriente e também da Europa Ocidental, recrutados entre as comunidades islâmicas.

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Apesar da mobilização militar do Ocidente e dos estados da região, a derrota deste movimento proscrito a nível mundial parece ainda estar longe de chegar.

O falecimento de Sandro vem diminuir a lista de potenciais equívocos para o ministro Rui Machete, que foi há dias acusado de divulgar informação secreta quando referiu que os cidadãos portugueses relacionados com o Estado Islâmico serão tratados como terroristas.