Um muro ruiu parcialmente na zona do Cacém na noite desta quinta-feira, dia 20 de Novembro, atingindo três prédios circundantes e deixando cerca de vinte famílias temporariamente desalojadas devido ao risco de queda e desabamento. O acidente deu-se na Rua de São Tomé e Príncipe, tendo sido provocado pelo mau estado do grande muro (situação já sinalizada pelos moradores em 2012) e pela imensa chuva que caiu durante o dia e noite de quinta-feira. O incidente deu-se cerca das 20h e foi comparado a um terramoto, devido ao impacto e ao estrondo que causou, só sendo possível verificar as verdadeiras dimensões da queda e dos estragos durante a manhã do dia de hoje.

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Por prevenção, a Protecção Civil retirou cerca de vinte famílias das suas habitações para não correrem riscos, tendo sido encaminhadas para casas de familiares e para o Centro de Emergência de Idanha, em Belas.

Estando já a situação controlada e a maioria das habitações fora de perigo, grande parte das famílias pôde voltar às suas casas no decorrer do dia de hoje, estando apenas os moradores que residem no rés-do-chão, 1º andar e cave de dois edifícios impedidos de voltar aos seus lares, por ainda não terem sido asseguradas condições de segurança por parte da Protecção Civil. Sendo propriedade privada, o muro já apresentava más condições e risco de ruir há algum tempo, uma situação sinalizada pelos próprios moradores dos prédios afectados, mas que não teve qualquer resolução por parte da Câmara nem do dono do mesmo.

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Na altura, a Câmara notificou o dono da estrutura e avisou que deveria fazer obras, não tendo o mesmo feito nada para resolver esta situação.

Mesmo não sendo propriedade municipal, e por ser uma situação de emergência, a Câmara Municipal de Sintra garante que vai proceder à limpeza dos destroços e assegurar a segurança dos edifícios envolvidos, assim como reconstruir a parte do muro que foi destruída. Os custos destas intervenções serão depois atribuídos a quem de direito. Neste momento estão a ser pensadas soluções para as pessoas que ainda precisam de ser realojadas por não poderem voltar às suas habitações, sendo que as alternativas passam por habitações de familiares ou por casas cedidas pela Câmara Municipal, em ligação com a Segurança Social e com o apoio à habitação. Até agora também ainda não foi possível ter notícias do dono do muro, não se sabendo de quem se trata e como irá proceder.