Portugal decidiu esta quinta-feira vender 66% de participação na companhia aérea TAP. A decisão surge após o fracasso de dezembro de 2012, quando foi feita uma primeira tentativa de privatização. "Temos a intenção de vender 61% do capital em todo o Grupo TAP através de venda direta a um ou mais investidores e reservamos 5% para os funcionários", disse o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, após uma reunião de gabinete. "O governo não pode injectar dinheiro na TAP por causa das regras da União Europeia e acreditamos que é do interesse da empresa receber um novo capital para investir e crescer" acrescentou o Secretário de Estado, justificando a decisão de relançar a privatização.

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O ministro da Economia, António Pires de Lima, tinha revelado no início de setembro que o governo havia sido abordado por pelo menos quatro potenciais compradores.

Entre eles apareceriam o empresário sul-americano German Efromovich, dono da Avianca e único candidato na primeira tentativa de privatização em dezembro de 2012. O governo português tinha considerado suficientes as garantias bancárias fornecidas pela Synergy Aerospace e decidiu adiar a operação. No início de setembro, um consórcio formado pelo empresário americano Frank Lorenzo e pelo português Miguel Pais do Amaral, pediu oficialmente a aquisição da empresa.

A TAP foi a primeira companhia europeia a fazer ligações com o Brasil e atingiu em 2013 um lucro líquido de 34 milhões de euros, um aumento de 42%, graças a um número recorde de passageiros.

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Os resultados de todo o grupo, no entanto, foram selados há vários anos por uma empresa de manutenção de aeronaves no Brasil (TAP-Manutenção). Portugal recebeu em maio de 2011 uma ajuda financeira internacional ao longo de três anos; em troca o Governo comprometeu-se a limpar as suas contas públicas e a implementar um programa de privatização abrangente, que já relatou 9,2 biliões de euros.

O Governo ainda não revelou a composição da comissão de acompanhamento deste processo de privatização, sendo que isso será feito mais perto do lançamento da operação. #Negócios