Gastão Teixeira é um homem de 62 anos que após se ter reformado passa os dias, literalmente de manhã à noite, com o seu barco na Ribeira do Porto e que tem ajudado dezenas de pessoas que caem ao Rio Douro. Comprou o seu barco há cerca de 20 ano e desde então o idoso já saiu várias vezes para o rio para tentar salvar várias pessoas e até animais, tendo o último salvamento ocorrido no dia de ontem com um jovem de 17 anos que caiu da Ponte do Infante. No decorrer deste ano já salvou seis vidas de pessoas que por vários motivos caíram ao rio da cidade do Porto. Mais conhecido por "Lobo do Mar" pela forma destemida como segue no seu barco para salvar vidas, é a si que as pessoas recorrem sempre que vêem alguém em apuros no rio ou que sabem que alguém desapareceu no Douro. Nem todas as vítimas sobrevivem, porque nem sempre chega a tempo de as ajudar, mas já conta com dezenas de salvamentos com sucesso. Quando questionado sobre o porquê de se dedicar a esta "actividade", refere que foi o seu coração que o puxou e que o motivou a deixar a ideia da pesca desportiva e a dedicar-se a salvar pessoas no Porto.

A grande maioria das pessoas que salva e que ajuda volta ao local para lhe agradecer o que fez, mas Gastão Teixeira deixa ou louros de lado e não dá importância em demasia aos seus feitos, porque acha que é o dever de qualquer cidadão que assista a estas situações.

Numa altura em que a sociedade está cada vez mais singular e egoísta, são de ressalvar estes verdadeiros actos de heroísmo de pessoas simples e que nada têm a ganhar, que se aventuram nos seus pequenos e frágeis barcos e meios para salvar meros desconhecidos. Não é todos os dias que vemos um idoso que já viveu grande parte da sua vida a tentar salvar pessoas que não lhe dizem nada e que muito provavelmente nunca mais voltará a ver. Haverá de certeza muito a aprender com este senhor e muito mais com os seus actos. Não sendo possível todos termos um barco e passarmos o dia a ver quem precisa de ajuda, é possível salvarmos uma vida de alguém que se cruza connosco e que pede ajuda, muitas vezes apenas com um sorriso.