Nos últimos dias tem decorrido uma megaoperação com 150 inspetores da PJ, relacionada com a atribuição de vistos dourados a cidadãos chineses e angolanos que supostamente irão efetuar elevados investimentos em Portugal por um período mínimo de 5 anos. Em causa estão indícios de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influências e favorecimento na atribuição das autorizações de residência. Entre outros elementos, já se encontram detidos o Diretor do SEF Manuel Palos, bem como a secretária-geral da Justiça Maria Antónia Anes. Um dos nomes mais mencionados neste processo, tem sido também o do ministro Miguel Macedo e devido ao envolvimento direto de membros do ministério da Administração Interna, mais precisamente secretários de estado, amigos (o diretor do IRN) e sócios da sua empresa de advogados, mais precisamente Albertina Gonçalves.

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A advogada em questão era também secretária-geral do ministério do Ambiente e Ordenamento do Território e apresentou já a sua demissão, bem como a secretária-geral da Justiça Maria Antónia Anes.

Este caso mediático levou já a diversas reações, onde inclusivamente a bancada parlamentar da CDU e o BE, solicitaram esclarecimentos a Paulo Portas. Relembremos que no passado, os vistos dourados foram inúmeras vezes mencionados pelo ministro em questão como sendo uma mais-valia para Portugal e que iriam ser a rampa de lançamento para salvar a economia portuguesa. Desta forma, tanto a CDU como o BE pretendem que o ministro esclareça se a salvação da economia passa pela fomentação da corrupção e abertura do país para cidadãos com negócios totalmente duvidosos.

Nos próximos dias vão continuar as buscas que abrangem cerca de 60 zonas geográficas do país e onde todas elas são complementadas com mandatos de detenção.

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De momento temos 11 pessoas já detidas, mas o número tende a aumentar com o decorrer da investigação e posteriores interrogatórios. Ao nível do #Governo, veremos o impacto que a investigação terá e quantos ministros e/ou altas patentes estatais vão ser obrigadas a apresentar a sua demissão e quantos destes elementos vão ser elevados a tribunal. Paulo Portas terá que ao que tudo indica ser ouvido na Assembleia da República, estando novamente ligado a casos de favorecimentos ilícitos após os casos da Universidade Moderna e do também tão mediático caso dos submarinos.