A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) anunciou a marcação de uma greve no Metro de Lisboa na próxima quinta-feira, 13 de Novembro. Contudo, o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, órgão responsável pela delimitação e âmbito de greves, determinou serviços mínimos para esta greve. Um comunicado do Metro indica que o tribunal decretou que devem ser assegurados 25% dos serviços, em cada estação e em cada hora de funcionamento. O Metro refere também que a Carris vai reforçar algumas linhas de autocarros (726, 736, 744 e 746), entre as 6h30 e as 21h de quinta-feira, de forma a que possam constituir alternativa e reduzir o incómodo causado.

Publicidade
Publicidade

Esperam-se metros parados a partir das 23h30 de quarta-feira.

A greve agendada para a próxima quinta-feira é a sétima do metropolitano lisboeta em 2014. O número, contudo, é ainda assim bastante inferior ao de 2013, em que foram realizadas 14 greves. O principal motivo invocado pela FECTRANS é a concessão da empresa a entidades privadas, o que, no seu entender, vai "destruir o serviço público." A greve coincide com o Dia de Indignação, Acção e Luta, uma acção de protesto marcada pela CGTP (Confederação-Geral dos Trabalhadores Portugueses) e que deverá incluir outras greves e protestos em outros serviços públicos.

Contudo, a posição do Metro está a contribuir para as receitas de uma outra entidade privada: a Uber. A plataforma online de transportes, de origem americana, está a causar controvérsia entre taxistas de todo o mundo por permitir que qualquer pessoa se torne taxista com o seu próprio carro sem os impostos e as licenças exigidas aos taxistas profissionais, com a utilização da internet. A empresa já lançou uma campanha de desconto de 50% para a próxima quinta-feira, prevendo que muitos utilizadores venham a necessitar de transporte nesse dia. De acordo com o site DinheiroVivo, a campanha consiste na utilização de um código promocional específico para dia 13 e o nome da campanha é "Lisboa vai continuar em movimento", apontando claramente ao incómodo causado pela greve do transporte público.