Pela primeira vez na história da exploração espacial, cientistas da ESA (European Space Agency) vão tentar "aterrar" uma nave no chão de um cometa - o Cometa 67P. Cientistas informaram que existem ainda algumas decisões a tomar, antes da nave exploratória Philae descolar da nave-mãe Rosetta. Uma vez lançada, a Philae que esteve ligada à Rosetta durante os 10 anos que durou a viagem, não poderá ser conduzida. A nave orbital Rosetta tem de estar na posição correcta no momento em que a Philae, que pesa 100 kgs. na gravidade terrestre, for "deixada cair" em direcção ao cometa e "aterrar" no local previsto.

Do tamanho aproximado de uma máquina de lavar, mas bastante mais inteligente, a Philae irá executar uma série de experiências no solo do cometa, fotografando a sua superfície.

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O seus sensores medirão a densidade e as propriedades térmicas da superfície do cometa, analisadores de gases procurarão quaisquer químicos orgânicos complexos que possam estar presentes, enquanto outros testes medirão o campo magnético e a interacção entre o cometa e o vento solar - partículas de alta energia emitidas pelo Sol.

Mas primeiro, tem de chegar intacta ao sítio previsto, e muito pode ainda correr mal. Entre a nave-mãe e a superfície decorre uma espera enervante de sete horas, em que as mensagens de Rosetta, que permanecerá em órbita, demoram meia hora a chegar à Terra. Construída por um consórcio europeu, liderado pelo Instituto Alemão de Pesquisa Aeroespacial (DLR), a nave exploratória contém nove experiências científicas, e a primeira fotografia deverá ser tirada um pouco antes do embate, seguida por outra panorâmica tirada pelas suas sete câmaras.

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O cientista da ESA, Matt Taylor afirmou: "A nave orbital permanecerá junto ao cometa durante mais de um ano, observando a crescente actividade ao aproximar-se do sol, a cerca de 180 milhões de quilómetros, no próximo verão, altura em que o cometa estará a expelir centenas de quilos de matéria por segundo. "É um perfil incrível:" acrescentou, "a aventura de uma jornada com duração de uma década, necessária para capturar a sua presa, passar perto da Terra, Marte e dois asteróides."