O chocolate está a contrariar a tendência de consumo de outros produtos. A Associação de Industriais de Chocolates e Confeitaria (ACHOC) prevê que em 2014 haja em Portugal um crescimento na ordem dos 4% das vendas desta iguaria que, segundo notícias recentes, está a atrair mais consumidores apesar da quebra mundial da produção. Apesar de no país o consumo de chocolate per capita ficar aquém da média europeia (cerca de um quilo e meio de chocolate por pessoa anualmente por comparação aos 10 quilos consumidos na Alemanha ou em Inglaterra), as vendas do produto atingem 200 milhões de euros. O #Natal, que se aproxima, e a Páscoa representam uma fatia de 60% desse valor. 

O secretário-geral da ACHOC,  Manuel Barata Simões, explicou ao jornal Público a tendência de crescimento das vendas de chocolate: este poderá ser uma prenda de eleição na quadra natalícia, já que "é uma boa alternativa a outras prendas de Natal mais sofisticadas e mais caras".

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A ACHOC acredita que "haja famílias que, em vez de dar dinheiro às crianças para comerem no intervalo das aulas, preferem dar-lhes uma pequena barra de chocolate para a meio da manhã ou da tarde complementarem o seu lanche". A juntar a isto, a maior oferta de produtos, a modernização de marcas tradicionais de chocolate, o aparecimento das lojas especializadas e a aposta, por parte da ACHOC, na promoção do consumo moderado de chocolate como complemento alimentar, são outros elementos que têm vindo a contribuir para o possível aumento de consumo deste produto.

Mas nem tudo são boas notícias no universo do chocolate. À Lusa, Manuel Barata Simões alertou para a concorrência proveniente de Espanha, onde o chocolate é taxado em 10%, por comparação à taxa de 23% em Portugal. O responsável acredita que o chocolate não deve ter o mesmo imposto reservado a "produtos de luxo", uma vez que se trata de "um produto alimentar", mas sim um imposto "intermédio", à semelhança de Espanha.

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Se a recente quebra da produção de chocolate a nível mundial poderá reflectir-se nos preços do cacau, o representante da ACHOC mostra-se optimista quanto ao futuro e acredita que a situação se vai estabilizar.