No dia de hoje surge mais uma notícia de uma mulher morta pelo seu companheiro, à facada. Com 39 anos, a vítima ainda terá tentado escapar do agressor pelas escadas do prédio, mas este seguiu-a e feriu-a várias vezes com facadas nas costas e pescoço. A juntar a isto tudo, os filhos do casal, com 4 e 16 anos, estavam em casa e assistiram a todos estes factos. Vizinhos que conheciam o casal afirmam que aparentavam ter uma boa relação e que o agressor era uma boa pessoa e sociável, não tendo tido problemas anteriores.

Esta vítima junta-se à lista de mulheres que foram mortas pelos seus maridos e companheiros devido a episódios de violência doméstica que não tiveram o acompanhamento devido e/ou que não foram sinalizados por não ter sido apresentada queixa por parte da vítima e por as pessoas mais próximas não cumprirem o seu dever cívico de denunciar crimes de violência.

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Até quando é que estes crimes violentos vão continuar a acontecer por "simples" falta de preocupação da justiça e sociedade portuguesa? Quantas mulheres mais terão de morrer para que se perceba que a violência doméstica é um problema de uma sociedade e não apenas de uma #Família? O que mais será feito pelas entidades competentes para se evitar que todos os dias surjam notícias de mulheres (porque a maioria das vítimas são do sexo feminino) que são mortas às mãos dos companheiros quando provavelmente já haveria um longo historial de violência?

Hoje em dia já é possível qualquer cidadão fazer uma denúncia de crime de violência doméstica que saiba existir no seu bairro, no seu prédio, na sua localidade. Mais do que as autoridades competentes perceberem onde está o erro da sua intervenção, é também necessário que as pessoas cumpram o seu dever de denunciar casos desta ordem para que haja cada vez menos mulheres a padecerem às mãos de um agressor que, em grande parte dos casos, continua com a sua vida normalmente.

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E o que mais preocupa nestas situações? As crianças, os menores que ficaram sem mãe e que têm um "pai" que foi capaz de lhes tirar a protecção e segurança. Como ficam estas crianças e jovens a quem lhes é tirado o direito de viverem uma vida dita normal e feliz como todos os outros? Não basta apenas condenar os culpados e pôr estas crianças junto de famílias e/ou instituições. Há que dar-lhes o apoio necessário para que consigam ultrapassar aquilo que será um marco que os irá acompanhar para o resto da vida.

Conhece alguma situação de violência doméstica? Já assistiu a algum episódio mais violento entre um casal seu vizinho? Denuncie! O silêncio não é solução.