São a diminuição do rendimento líquido de impostos e o endividamento pessoal (que passou de 13% de respostas em 2013 para 24% este ano) os principais motivos para o apertado orçamento destinado às prendas de #Natal este ano em Portugal. Segundo a consultora Deloitte, as estimativas apontam para um budget de 270 euros por lar para abastecer o "sapatinho". O Estudo de Natal 2014 dá mais pormenores: dos 270 euros, 126 euros serão destinados aos presentes, 99 euros estarão reservados para gastos de alimentação e bebidas durante a quadra natalícia e 45 euros serão gastos em socialização. “O mote deste Natal bem pode ser: optimismo para o futuro, prudência no presente”, explica Nuno Netto, Associate Partner da Deloitte.

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O estudo abrangeu 17 países e foram analisadas as respostas de 17 326 consumidores, dos quais 760 são portugueses. Embora a Europa esteja "dividida face às expectativas futuras de evolução do poder de compra para o próximo ano", Portugal está "no top 5 dos países mais optimistas - o Reino Unido lidera o ranking, seguido da Dinamarca, Polónia, Rússia e Portugal", diz o site da consultora. Analisando a média entre respostas positivas e negativas relativamente a este tópico, regista-se um valor de -3%; em 2013, a média era de -14% e em 2012 de -44%.

Dinheiro é o presente mais cobiçado

Apesar de os livros serem o presente mais oferecido, é o dinheiro a oferta mais desejada. O preço é também um factor de exclusão na altura de adquirir as prendas, com 75% dos inquiridos a admitir que o vai ter em consideração.

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É através da internet que dois em cada três portugueses vão pesquisar e comparar produtos, mas apenas 15% deverá fazer as suas compras online, percentagem que no Reino Unido chega aos 44%. Por cá, os centros comerciais são os espaços de eleição para as compras (45%), assim como os hipermercados/supermercados (22%) e o retalho especializado (21%).

O Natal é de facto para as crianças, com 25% do valor reservado para a compra de presentes destinados aos mais pequenos; 18% será destinado ao companheiro, 25% a outros adultos e 11% ao próprio.