O Papa Francisco vai visitar os Estados Unidos em 2015. O âmbito será o Encontro Mundial das Famílias, uma conferência católica efectuada de três em três anos numa cidade diferente. De 22 a 27 de Setembro do próximo ano, a conferência realiza-se em Filadélfia, no estado americano da Pensilvânia. Esta será a primeira visita de um Papa aos Estados Unidos desde que Bento XVI esteve no país em 2008, tendo sido ainda recebido por George W. Bush. O último Encontro Mundial das Famílias foi em Milão, em 2012.

De acordo com a Rádio Renascença, o roteiro de Francisco por terras do Tio Sam deverá incluir a presença nos pontos políticos mais importantes: a Casa Branca e o Congresso (em Washington, DC) e também a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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Espera-se que o Encontro de Filadélfia reúna perto de 1 milhão de visitantes. De acordo com a Catholic News Agency, o mayor de Filadélfia, Michael Nutter, e o governador do estado da Pensilvânia, Tom Corbett, deslocaram-se pessoalmente ao Vaticano para convidar o Papa a visitar a cidade no âmbito do Encontro. A mesma News Agency refere também as palavras do Arcebispo Bernardito, responsável da delegação do Vaticano nas Nações Unidades enquanto Estado observador, que a passagem do papa irá coincidir com o 70º aniversário da Organização e o 50º da visita de Paulo VI.

A viagem pode ser enquadrada numa estratégia de recuperação da credibilidade e do prestígio da Igreja Católica nos Estados Unidos da América. Tradicionalmente um país hostil aos "papistas", por via da sua origem protestante - entre anglicanos, luteranos e as inúmeras igrejas cristãs já nascidas no próprio país - a América possui 23,9% de católicos romanos. Embora o número seja inferior aos das igrejas protestantes no seu conjunto, individualmente é mesmo a maior igreja do país. O seu número tende a aumentar, não tanto pela tradição dos imigrantes italianos e irlandeses (mais numerosos que os portugueses), mas pela imigração latino-americana, de países de cultura católica.