A Câmara do Porto divulgou, no jornal Público, um "relatório preliminar" sobre o "Apuramento das condições de constituição e funcionamento do Invesurb - Fundo Especial de Investimento Imobilário Fechado", relativo ao processo de demolição do Bairro do Aleixo. O relatório apontou falhas graves à condução do processo e já mereceu uma resposta por parte da responsável do executivo anterior.

O relatório aponta "falta de controlo de pagamentos", favorecimento de interesses privados em prejuízo do interesse público, prazos não cumpridos, alterações que deveriam ter sido sancionadas pelo Tribunal de Contas e que não o foram, entre outras questões.

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A resposta veio da parte de Matilde Alves, vereadora da Habitação do executivo que foi liderado por Rui Rio. Alves acusa a Câmara actual de querer "parar o processo do Bairro do Aleixo sem a frontalidade de assumir essa decisão" e que se trata de um relatório com uma intenção política. Segundo Matilde Alves, o relatório não foi submetido a contraditório, nomeadamente a sua parte jurídica, e como tal trata-se de um relatório meramente preliminar, cuja divulgação num jornal como o Público denuncia essa intenção política. Garante ainda que o processo "foi politicamente rigoroso" e que o contraditório mostrará que este relatório preliminar não tem validade. Contactado pelo JN, o presidente Rui Moreira afirma "não comentar relatórios não definitivos."

A demolição das célebres "torres" do Bairro do Aleixo, em tempos alcunhado de "o maior supermercado de droga do Norte", foi uma das bandeiras eleitorais de Rui Rio, tendo em vista a relocalização dos seus habitantes e a requalificação da zona. Muitos acusaram interesses económicos de simplesmente ali quererem instalar condomínios de luxo. Contudo, e apesar da vontade demonstrada, Rio conseguiu apenas concretizar a demolição de duas das cinco torres do bairro durante os seus mandatos. Actualmente, o seu futuro é incerto, uma vez que - e também de acordo com o jornal Público - o chamado Fundo do Aleixo não foi incluído no Orçamento da Câmara portuense para 2015.