Com base no acordo assinado com os credores internacionais em 2011, o Estado português já reduziu o número de funcionários na administração pública em 79.879 elementos. Os segmentos onde incidiu em grande parte esta redução de trabalhadores foram os docentes, bem como os assistentes técnicos e operacionais. Tendo por base o ano de 2013, já existiu uma redução de 23.953 funcionários principalmente devido às saídas por idade de reforma. A redução de efetivos neste último ano representa já um terço da redução total iniciada em 2011. Apesar destas reduções no número de trabalhadores, as despesas com remunerações subiram sensivelmente 4,9% no geral.

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Tendo por base o ano de 2013, a administração pública já perdeu cerca de 5.754 assistentes técnicos e 8.417 técnicos operacionais. Relativamente à classe de professores e educadores de infância, temos uma redução de sensivelmente 4.489 efetivos. É também feita uma ressalva nos números apresentados no que diz respeito aos técnicos superiores que viram sair apenas 455 trabalhadores, em grande maioria através de um programa de rescisões voluntárias implementado.

Apesar das reduções apresentadas, não existiu uma redução ao nível das remunerações. Na verdade existiu sim um aumento geral de 4,9% relativamente a 2013. Como justificação foi apresentado o facto do Tribunal Constitucional ter deliberado a anulação dos cortes a salários mais elevados. A nível particular, apenas existiu uma redução nas remunerações auferidas pelos trabalhadores que se encontram em requalificação, em que o rendimento desceu 12,6%.

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Esta descida única teve por base as regras de requalificação que permitem um "pagamento de uma subvenção mais baixa a quem está nesta situação."

A administração pública, que ao longo dos anos tantas críticas tem tido devido ao seu lento e por vezes ineficaz funcionamento, vê assim uma redução brutal de sensivelmente 80 mil efetivos em três anos, que garantidamente irá continuar a influenciar negativamente o seu funcionamento. Por outro lado, verifica-se também que a redução de funcionários teve como foco principal as hierarquias mais baixas e dessa forma não existe uma relação direta com uma redução geral das remunerações. Aliás, em vez de se assistir a uma redução da massa salarial, verificamos que existiu sim um aumento, ou seja, no lugar de existir uma redução do número de altas patentes ainda em funções, foi apenas apresentada como desculpa a decisão do tribunal constitucional em eliminar os cortes dos salários mais elevados. #Governo