O mau tempo que se fez sentir ao longo de quinta-feira, dia 21 de Novembro, aumentou o risco de derrocada de um muro situado nas traseiras de três prédios da Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém. Como precaução a Protecção Civil evacuou os edifícios, números 8, 10 e 12, a partir das 20 horas, desalojando 22 famílias. Algumas delas foram realojadas no Centro de Emergência da Idanha, na freguesia de Belas, mas ao final da manhã de sexta-feira, a Câmara Municipal de Sintra autorizou que 18 famílias regressassem às suas casas. Segundo um comunicado da autarquia, "no mais curto período de tempo vão iniciar-se os trabalhos de limpeza do local, seguindo-se o estudo das obras de estrutura a efectuar no muro de suporte, respetiva calendarização e cálculo do custo da intervenção".

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Segundo a Protecção Civil de Sintra, o muro que sustenta um terreno privado ter-se-á desmoronado a meio na quinta-feira devido à acumulação de água. Segundo uma fonte da PSP, citada pela Lusa, o muro em questão já estava "parcialmente" encostado a um dos prédios, "ao nível do terceiro andar". A zona foi vedada pelas autoridades, mas neste momento, os moradores que não habitem o rés-do-chão e o primeiro andar do edifício nº 12 e o rés-do-chão e a cave do edifício nº10 já podem regressar aos seus lares em segurança.

O presidente da Câmara de Sintra, avançou aos meios de comunicação social no local que a obra "vai ser muito complicada porque é um muro com 12 metros que está em risco de cair". Basílio Horta disse hoje de manhã que "serão feitas obras de emergência, cujos custos serão posteriormente cobrados ao proprietário do muro e do terreno".

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O mais importante é garantir a segurança dos moradores, e isso foi feito. Agora, as obras vão começar imediatamente, embora sejam caras e difíceis, e iremos avaliar se será possível o regresso de alguns moradores", acrescentou o presidente da autarquia, citado pelo Tudo Sobre Sintra.

O mesmo site noticiou hoje que os moradores já tinham alertado para a iminente queda do muro em 2011. Basílio Horta confirmou e informou que a Polícia Municipal terá notificado o proprietário para fazer obras, o que não veio a acontecer. Por outro lado, os moradores queixam-se também da "negligência das autoridades", que não resolveram o problema nos últimos quatro anos.