Nos últimos anos, têm sido enormes os esforços das altas entidades mundias na tentativa de sensibilização para o impacto negativo das ações humanas no nosso planeta. Até ao passado dia 23, era do senso comum que não estavamos a ser, propriamente, os melhores amigos da Mãe #Natureza, mas as desculpas surgiam à velocidade com que se corta uma árvore na floresta Amazónica: "a vida continua" ou " isso é uma perda de tempo". Agora, objetivamente, sabe-se que, faça-se o que se fizer, já não há forma de evitar os efeitos das alterações climáticas - as emissões de gases com efeito de estufa puseram o planeta no caminho inexorável dos 1,5ºC de aumento das temperaturas globais até 2050, face aos valores pré-industriais.

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O aviso foi dado no dia 23 de novembro pelo presidente do Banco Mundial, instituição das Nações Unidas que apoia os países menos desenvolvidos. Jim Yong Kim considerou os resultados nada menos que "alarmantes". No documento, o dirigente escreve: "Dramáticas mudanças no clima estão já a afetar milhões de pessoas em todo o mundo, destruindo colheitas e zonas costeiras, e pondo em risco o abastecimento de água". Ainda no mesmo documento, chega-nos a informação que, desde a revolução industrial, as temperaturas médias já aumentaram cerca de 0,8ºC.

As consequências são enormes e incalculáveis. Entre elas, o calor extremo, a subida do nível médio da água dos mares, colocando em risco países inteiros e, por conseguinte, milhões de pessoas. Mas Jim Yong Kim, rematando a conferência, acrescentou que é urgente cortar na emissões para evitar impactos ainda mais profundos e letais.

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Documentários, como o "Cowspiracy", ganharam um grande destaque, com as mais recentes notícias sobre a "saúde", ou falta dela, do nosso planeta, alertando a população mundial para o enorme impacto negativo que a produção animal apresenta para o meio ambiente. João Manzarra, um conhecido apresentador português, dá voz ao documentário e, nas suas redes sociais, confessou aos seus seguidores que depois de ver "Cowspiracy", nunca mais voltou a comer carne, tentando contribuir assim para um mundo mais "limpo". Porque ele, como tantas outras pessoas, acreditam que os pequenos contributos contam e, talvez, esteja aí a única solução para reverter uma morte quase anunciada.