De um momento para o outro começamos a ser bombardeados com novos partidos, manifestos e grupos de cidadãos independentes. Uns sustentam a base da independência partidária, outros não passam de grupos organizados por elementos dissidentes de outros partidos, porque nunca conseguiram chegar ao topo. Através da ideia generalizada de que os políticos são todos iguais, vão ganhando força através das redes sociais e posteriormente conseguem obter visibilidade televisiva, defendendo que são o futuro de que o país precisa. Mas será que são mesmo isso? Ou estamos apenas assistir uma forma diferente de enganar a população para que tudo se mantenha igual?

A diversidade de ideologias, pensamentos e convicções é benéfica para qualquer sociedade.

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Só através do confronto de ideias é que se pode chegar a uma conclusão forte e que sustente a evolução da sociedade em que estamos inseridos. No entanto, nem tudo o que nos é apresentado como sendo novo ou diferente, é o que realmente dizem ser. Existem de facto alguns grupos de cidadãos que se unem e apresentam ideias e propostas dignas desse nome. Concorrem sozinhos nas #Eleições autárquicas ou mesmo nas legislativas, porque não pretendem ter qualquer ligação a partidos e raramente conseguem ter uma forte votação.

Num outro prisma seguem os novos movimento que se intitulam de "Manifestos". Saltam de partido em partido à procura de protagonismo. Fazem coligações consoante negociações prévias sobre os lugares de destaque que podem vir a ocupar. Um belo exemplo disso mesmo é o que está a acontecer no Bloco de Esquerda, onde algumas figuras políticas não conseguiram crescer internamente e decidiram que o seu "Manifesto" e restantes apoiantes se iriam desvincular, com o argumento de que passaram a ter ideias diferentes do que querem para o país.

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As ideias passaram a ser diferentes ou a sede de protagonismo falou mais alto após terem sido confrontados com aliciantes externos?

Com a criação do Partido Livre, muitos desses "manifestos" têm aproveitado para se relançar na busca de poder. Desde a sua criação que este novo partido tentou arranjar uma coligação fosse com quem fosse, pois estava mais do que visto que sozinho não conseguiria votos para eleger ninguém nas eleições do próximo ano. Ao que tudo indica já se conseguiram "colar" e são agora o novo aliado do Partido Socialista. Mas assim fica uma dúvida no ar: Que espécie de partido político é este que não promove na sociedade as suas ideias e nem tenta captar votos por mérito próprio?

Todos os "Manifestos" e grupos de populares independentes tinham formas e ideias diferentes para Portugal, mas no final de contas vão a votos lado a lado com um dos partidos que governa este país há trinta anos e que tanto tem ajudado ao seu declínio. Que alternativa são eles, afinal? A sede de chegar ao "poleiro" é bem maior que defender ideologias ou convicções, isto se tiverem alguma.