Todos sabemos que o Facebook, tal como outras redes sociais, alterou a forma como os relacionamentos se desenvolvem nos dias de hoje. Ainda nem a relação amorosa começou e já começamos a tirar partido desta ferramenta. Por exemplo, quando estamos ainda na fase de amor platónico, seguimos de imediato em busca de informação do(a) nosso(a) candidato(a) a alma gémea. Logo após o pedido de amizade ser aceite, tentamos descobrir as mais variadas informações como data de aniversário, número de telemóvel, os gostos musicais e até mesmo o tipo de amigos da pessoa em questão. Se o aspirante a próximo parceiro romântico nos suscitar o interesse através da informação recolhida partimos então para a acção.

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Alguns começam por gostar das fotos de perfil e 'posts' enquanto outros tomam medidas imediatas, os que têm mais coragem, e decidem iniciar uma conversa pelo chat.

Após a fase inicial das conversas pelo chat e marcação de encontros, passamos à fase da paixão. Nesta fase já o sentimento pela outra pessoa se torna mais forte e por vezes gera uma pequena obsessão. Agora em vez de apenas observarmos as actividades no feed de notícias da pessoa em que estamos interessados; também tentamos retirar algum significado aos seus 'posts'. Será que aquela música quererá dizer que ele gosta de mim? Será que aquela frase é dirigida a mim? Todas estas dúvidas começam a fervilhar na nossa mente e começamos a fazer uma espécie de análise psiquiátrica ao que é partilhado na sua conta do Facebook.

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Na fase seguinte, o início do namoro, o Facebook ganha duas novas utilidades: anunciar o namoro a todos os vossos amigos e também controlar os movimentos do(a) parceiro(a). Para além de toda a gente ficar a saber sobre a tua nova relação, o que ajuda sempre a criar mais mexerico, também te é poupado o trabalho de ter de contar a cada um dos amigos e/ou familiares individualmente que estás numa nova relação. Por outro lado, o Facebook ajuda todos os ex-namorados(as) a saber quem é o nova "concorrência" ou então quem é o novo desgraçado(a). Mesmo que tenhas o perfil privado, existem sempre certas informações ou fotos sobre ti que qualquer pessoa no Facebook conseguem ter acesso. Certamente que o ex-namorado(a) vai fazer uma pequena investigação sobre a tua pessoa, e porventura, uma comparação com a pessoa que eles são. "O que será que ele viu naquela rapariga/rapaz?" ou "Coitado(a)! Ora vê só quem ele(a) arranjou para meu substituto!" são algumas das frases típicas.

Quando o namoro já está mais maduro, o Facebook toma outra faceta.

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Nesta altura serve para partilhar frases e vídeos amorosos com mais frequência, tais como "Bom dia meu amor!" ou "Isto fez-me pensar em ti". E também serve para detectar possíveis excessos de promiscuidade com o sexo oposto, ou com o mesmo sexo. Nesta altura o Sherlock Holmes que existe em cada um de nós começa a ser mais astuto e mais cauteloso, vasculhando os pormenores e prestando atenção a tudo o que se passa. Quando a falta confiança no parceiro(a) é bastante grande, algumas pessoas entram em estado de paranoia, e começam a tentar arranjar motivos nas redes sociais para desconfiar de uma traição. Aliás, há estudos que provam que o Facebook é a causa principal para muitas separações entre casais. Portanto, e resumindo, convém sempre utilizar esta ferramenta de forma consciente e correcta, tentando não criar mal-entendidos que ponham em causa a estabilidade da relação. O Facebook pode ser uma boa ferramenta na relação se for usado devidamente.