Nesta quadra #Natalícia esquecemo-nos do frio que nos entristece e quase que de forma mágica conseguimo-nos aquecer só de cores. Viver a "vida a cores" enlaça-se em jeito de plenitude térrea para aqueles que acreditam que a essência do homem é amar o próximo e nutrem sentimentos de misericórdia. Os sentimentos de partilha e compaixão desvanecem-se, uma vez que "a cultura do consumo recusa a profundidade, vivendo pelas aparências. Ao mesmo tempo, mitifica o efémero e uniformiza valores." (fonte: Infopedia.pt)

Segundo o Jornal de Negócios, os padrões de consumo dos portugueses estão alterados no que diz respeito à modalidade de compra (presencial e/ ou online).

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Segundo o estudo anual de consumo realizado pela Showroomprive, é de "observar que 20,5% dos inquiridos irá fazer 50% das suas compras online, enquanto 14,13% prevê fazer a totalidade das suas compras recorrendo ao comércio electrónico, caso verifiquem que poupam dinheiro com esta opção." Consumo, padrões de consumo, capitalismo, consumismo… de nada vão ao encontro de palavras como carinho, amor, afecto… Onde vive o Natal? O que é para si o Natal? Já fez algo que lhe permitisse "sentir-se" por dentro?

Olho em meu redor e deparo-me com uma panóplia de instituições, nomeadamente as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Sabe o que é uma IPSS? Conhece por dentro a realidade de alguma? As IPSS respiram e transpiram o Natal todos os dias, horas, minutos, segundos…Desenvolvem um trabalho de e para a comunidade.

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Desde Estruturas Residências (Lares de 3ª idade), Creches, Pré-escolar, Lares de Jovens... com sangue, suor e lágrimas anseiam pela misericórdia do cidadão comum. A minha misericórdia, a sua e a de todos nós, começa no momento em que decidimos ajudar e nos envolvemos em iniciativas que proporcionem o bem-estar daqueles que mais necessitam.

Urge uma clara distinção de valores e prioridades. Deixemos de passar horas a fio num shopping a comprar presentes de Natal, quando, na verdade, podemos ir ao encontro daqueles que mais precisam dando um abraço, uma palavra! Podemos, de igual modo, contribuir com géneros que sejam úteis para o seu dia-a-dia (roupas, acessórios e afins). Acompanho de forma muito presente algumas realidades. Acreditem, um gesto sincero faz a diferença! Neste Natal vou pintar-me de outras cores, pinta comigo?!